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BID anuncia US$ 5,8 bi para Aliança Global contra Fome e Pobreza

BID destina US$ 5,8 bilhões à Aliança Global contra Fome e Pobreza, somando US$ 10 bilhões em 2024–2025, sob co-presidência de Eva Granados e Wellington Dias

Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2023 - Prato vazio de comida. Distribuição de almoço realizado pelo projeto Fraternidade na Rua, no centro de acolhimento da organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras, na região central da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • BID anunciou, em Roma, a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, apoiada pelo governo brasileiro.
  • A Aliança tem mais de 215 membros, incluindo 107 países, 31 organizações internacionais, 14 instituições financeiras internacionais e mais de 63 organizações filantrópicas e não governamentais.
  • Os recursos se somam aos US$ 4,1 bilhões alocados no ano passado, totalizando cerca de US$ 10 bilhões em 2024 e neste ano, representando 40% do objetivo de US$ 25 bilhões até 2030.
  • Os recursos podem ser usados como empréstimos ou cooperação técnica com doação; a divulgação da distribuição por país e entre doações e empréstimos será feita na próxima semana, segundo o BID.
  • A Aliança tem como co-presidentes a secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou nesta sexta-feira, 19, em Roma, a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, apoiada pelo governo brasileiro. A operação visa ampliar o apoio a políticas e programas nacionais de grande escala, com base em evidências.

Segundo o BID, a Aliança conta com mais de 215 membros, incluindo 107 países, 31 organizações internacionais, 14 instituições financeiras internacionais e mais de 63 organizações filantrópicas e não governamentais. O objetivo é acelerar o progresso na erradicação da fome e da pobreza.

Composição e recursos

Os valores anunciados somam-se a US$ 4,1 bilhões já alocados no ano passado para programas sociais em diferentes países. Juntos, 2024 e 2025 somam cerca de US$ 10 bilhões, o que representa 40% do montante que o BID propôs financiar até 2030, de US$ 25 bilhões.

Os recursos podem ser usados tanto para empréstimos quanto para cooperação técnica com doações. A divulgação detalhada de quanto será destinado a cada projeto e a divisão entre doações e empréstimos ficará para a próxima semana, segundo o BID.

Estrutura financeira e liderança

Os juros dos empréstimos do BID ao setor público acompanham a taxa overnight SOFR, acrescida de margem de captação e do spread do crédito. Desde dezembro de 2022, o BID tem à frente o economista brasileiro Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central.

O BID é composto por 48 países. Desses, 26 são membros mutuários na América Latina e no Caribe, autorizados a receber financiamentos, incluindo o Brasil. Os outros 22 membros participam apenas da capitalização, sem recebimento direto de recursos, como EUA, Canadá e parte da Europa e Ásia.

Liderança da aliança

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem como co-presidentes a secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias.

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