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Fome leva pacientes com ebola a fugir de centros de tratamento no Congo

Fome no leste do Congo leva pacientes a fugirem de centros de tratamento de ebola, complicando isolamento e monitoramento do surto

Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção atravessam para uma área restrita ao lado de uma unidade de isolamento do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, em Mongbwalu, na República Democrática do Congo, em 26 de maio de 2026. (Foto: Michel Lunanga)
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  • Fome está levando pacientes com ebola a fugirem de centros de tratamento no leste da República Democrática do Congo.
  • Mais de 150 pessoas deixaram instalações de isolamento desde o final de maio, segundo relatos do governo.
  • A insegurança alimentar afeta quase 10 milhões de pessoas na região, dificultando isolamento e monitoramento de contatos.
  • Esta semana, 590 refeições quentes foram distribuídas a pacientes, contatos monitorados e cuidadores; cerca de 6.400 pessoas estão sob observação por possível exposição.
  • O Programa Mundial de Alimentos busca US$ 175 milhões até novembro para suas operações no Congo, incluindo US$ 32 milhões para atividades relacionadas ao ebola; o orçamento da agência caiu cerca de um terço nos últimos anos.

Pacientes com ebola estão fugindo de centros de tratamento e de isolamento na República Democrática do Congo desde maio, em busca de comida, conforme relatos oficiais. O fenômeno evidencia a fome como obstáculo crucial aos esforços de contenção.

Relatórios do governo indicam mais de 150 fugas ocorridas até agora, em meio a uma crise alimentar que atinge quase 10 milhões de pessoas no leste do país. O vírus já infectou quase 900 pessoas e matou mais de 200.

O Programa Mundial de Alimentos afirma que equipes de resposta recebem pedidos de apoio alimentar para reduzir as saídas. Em Ituri, a região com a maior concentração de casos, mais de 90% dos infectados estão registrados.

A insegurança alimentar se soma a deslocamentos, conflitos e interrupções no acesso a alimentos, prejudicando o monitoramento de contatos e o isolamento de pacientes suspeitos ou confirmados.

A agência de assistência alimentar está distribuindo refeições nos centros de tratamento e para pacientes, contatos monitorados e famílias afetadas. Nesta semana, 590 refeições foram entregues em um dia.

Profissionais de saúde alertam que a fome leva a decisões difíceis para famílias inteiras, principalmente para quem é o principal provedor. Casos de mães solteiras em tratamento provocam preocupação com o bem-estar de crianças.

Desafios anteriores em surtos reforçam que a fome pode induzir buscas por alimentação nas próprias unidades de saúde, aumentando o risco de infecção entre pacientes e contatos.

Especialistas apontam que, sem assistência alimentar, a contenção do surto torna-se ainda mais complexa. O PMA busca levantar US$ 175 milhões até novembro, incluindo US$ 32 milhões para ações ligadas ao ebola.

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