- O Irã passou a exigir pedido de trânsito com 48 horas de antecedência para navios atravessarem o estreito de Ormuz e divulgou duas rotas “seguras” novas no mapa.
- Na sexta-feira, houve queda no tráfego: oito passagens de navios de matérias-primas foram registradas no fim da tarde, contra 22 no dia anterior; total de pelo menos 25 navios na quinta-feira.
- O Centro Conjunto de Informação Marítima reduziu o nível de risco no estreito para moderado, atribuindo melhora ao acordo entre Irã e Estados Unidos, mas alertou sobre minas ainda no local.
- A Marinha paquistanesa informou, pela primeira vez desde o início do conflito, a presença confirmada de uma mina naval a quatro quilômetros da costa de Omã, pedindo extrema prudência aos navios na região.
- Desde o anúncio do acordo-base, cerca de cinquenta navios entraram ou saíram do Golfo, em contraste com aproximadamente seiscentos no mesmo período de 2025; negociações sobre o programa nuclear iraniano foram adiadas por tempo indeterminado.
O Irã impôs novas regras para a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, exigindo que as embarcações apresentem um pedido de trânsito com 48 horas de antecedência. A medida vem pouco após a retomada do tráfego na via estratégica.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) divulgou um novo mapa com duas rotas consideradas seguras, situadas ao sul das rotas divulgadas semanas antes por Teerã. A mudança reduz a previsibilidade para o trânsito.
Na sexta-feira, o monitoramento de fluxo indicou queda no número de passagens por volta do fim da tarde, com oito navios de matérias-primas passando pelo estreito, contra 22 no dia anterior. Ao todo, pelo menos 25 navios cruzaram na quinta-feira.
#### Contexto e desdobramentos
O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC) elevou seu alerta de risco para moderado, destacando que minas ainda podem estar presentes no entorno. A melhora foi atribuída à assinatura do protocolo entre EUA e Irã.
A presença de uma mina naval foi confirmada pela Marinha paquistanesa, a quatro quilômetros da costa de Omã. Navios foram aconselhados a navegar com extrema prudência na área.
Desde o anúncio do acordo-base entre Teerã e Washington, cerca de 50 navios entraram ou saíram do Golfo, número muito abaixo do observado no ano anterior. O fluxo total pode variar conforme o monitoramento de sinais AIS.
Ações recentes ocorreram após o acordo entre EUA e Irã e a suspensão de bloqueio aos portos iranianos, imposto desde abril por Washington. Porém, contatos para uma reunião de 60 dias sobre o programa nuclear foram adiados por tempo indeterminado, mantendo a incerteza na região.
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