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Navegação normal no Estreito de Hormuz só retoma após remoção de 80 minas

Centro do estreito de Hormuz permanece bloqueado por cerca de oitenta minas; normalização do tráfego deve demorar, com risco de encalhes e atrasos no abastecimento global

Oil tankers, general cargo ships, bulk carriers and fishing boats anchored in the waters off Muscat, Oman near the strait of Hormuz on Thursday.
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  • O centro do estreito de Hormuz está bloqueado por cerca de oitenta minas, que precisam ser retiradas para o retorno do tráfego normal.
  • Espera-se que a normalização demore, mesmo com eventual cessar-fogo, devido aos obstáculos e aos riscos de encalamento na rota omanense.
  • Antes do conflito, cerca de cento e trinta navios por dia atravessavam a via; hoje, quase seiscentos embarcações estão presas na região.
  • O estreito responde por aproximadamente vinte por cento do petróleo mundial, e há preocupação com colisões e com o risco de encalamento em áreas estreitas.
  • O acordo entre Estados Unidos e Irã prevê passagem sem tarifas por pelo menos sessenta dias, com restauração total em trinta dias; Irã sinaliza cobrança de tarifas após esse período, o que tem gerado críticas no setor.

O centro do estreito de Hormuz permanece fechado devido a aproximadamente 80 minas que precisam ser removidas para retomar o tráfego normal de navios. A afirmação é do International Tanker Owners’ Community, associação dos armadores independentes.

Navios começaram a sair do Golfo pelo estreito nesta semana, após a assinatura de um memorando entre EUA e Irã. Mesmo com o acordo, o tráfego não deve normalizar imediatamente.

O trecho central continua perigoso para navegação e representa risco de encalamento. A rota interna, em especial pela região entre Irã e Omã, permanece sensível e com uso restrito.

Situação atual no estreito

Ainda que o acordo visasse facilitar o retorno, as minas e obstáculos persistem. A volta do tráfego em alta escala depende da remoção das minas e de garantias de segurança para a passagem de grandes volumes.

Especialistas destacam que, antes do conflito, cerca de 130 navios cruzavam o estreito por dia e aproximadamente 20% do petróleo global circulava pela passagem. A recuperação completa pode levar tempo.

Ameaças à navegação, como o risco de encalhamento e possíveis colisões, são destacadas pela indústria. Além disso, houve relatos de interferência eletrônica que pode dificultar a navegação em áreas sensíveis.

Alguns navios conseguiram atravessar à noite, perto da costa omanense, com auxílio limitado. A história recente também envolve estruturas de cobrança de tarifas que geram resistência entre armadores.

As discussões internacionais ressaltam que a imposição de tarifas pelo Irã pode abrir precedentes para outras rotas estratégicas, como Malaca e o estreito de Taiwan, longe de soluções rápidas.

A gestão do tráfego no estreito segue sob escrutínio, enquanto autoridades e empresas monitoram a evolução do acordo e as futuras medidas de segurança para retomar o fluxo normal de comércio.

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