- A Ucrânia confirmou, durante ofensivas em Bakhmut e Chasiv Yar em 2024, o uso de dez drones programados para voar entre três e cinco quilômetros em direção às linhas inimigas.
- Depois de alcançarem as linhas, os drones permaneceram no local por cerca de dez minutos e ativaram o que foi descrito como modo Exterminador.
- O empresário Alexander Kokhanovsky, CEO da Aero Center, afirmou ser o primeiro a reconhecer que drones com inteligência artificial foram usados para eliminar soldados inimigos sem intervenção humana.
- Segundo ele, bastava lançar o drone e saber que tudo na área estaria morto, sem necessidade de conexão ou vídeo ao vivo.
- A confirmação aparece em artigo da revista New Scientist, com o Ministério da Defesa ucraniano dizendo que se tratou de um experimento isolado que não se repetiu.
Em 2024, durante ofensivas em Bakhmut e Chasiv Yar, a Ucrânia utilizou 10 drones programados para voar entre três e cinco quilômetros em direção às linhas inimigas. Após alcançar o alvo, os drones permaneceram no local por cerca de 10 minutos antes de ativar o que foi descrito como um modo de ataque autônomo.
Segundo o CEO da Aero Center, empresa ucraniana de drones, os aparelhos operaram sem intervenção humana após o lançamento. A função permitia que o conjunto de drones agisse de forma independente, sem transmissão de vídeo ou controle remoto durante a ação.
A confirmação veio por meio de um artigo da revista New Scientist, que descreve o episódio como o primeiro caso oficial de tecnologia autônoma destinada exclusivamente à eliminação de alvos. A área atingida foi monitorada depois por drones operados por humanos, que verificaram as consequências.
Detalhes da operação
Dez drones autônomos teriam atingido alguns soldados e um caminhão durante a ação, cuja unidade não foi identificada publicamente. As informações sobre o alcance e o tempo de operação vieram de relato de fontes ligadas ao setor de drones.
O Ministério da Defesa da Ucrânia não comentou o episódio, descrevendo-o como um experimento isolado que não foi repetido. A autoridade não forneceu dados oficiais sobre as baixas ou sobre a confiabilidade da tecnologia descrita.
Contexto e repercussão
Especialistas observaram que a notícia representa um marco técnico ao documentar o uso de IA em operações de combate sem supervisão direta. A matéria destaca a necessidade de acompanhamento internacional sobre normas, regras de engajamento e salvaguardas em sistemas autônomos.
Até o momento, o episódio permanece apresentado pela imprensa como um caso único, sem confirmação de repetição ou de uso em outras operações. Fontes associadas aos fabricantes destacaram que a tecnologia exige avaliação contínua de impactos e de conformidade com leis de guerra.
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