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Granta interrompe publicação de vencedores de contos por controvérsia com IA

Granta encerra parcerias editoriais externas após controvérsia de IA, não publicando mais vencedores do Prêmio de Contos do Commonwealth

Granta said it would no longer be involved in ‘external publishing partnerships’ in which it had no editorial control.
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  • A Granta deixará de publicar as entradas vencedoras do Commonwealth short story prize em parcerias editoriais externas, após controvérsia sobre uso de IA.
  • A editora informou que manterá no site as histórias da shortlist por interesse público, mas não participa mais de parcerias externas sem controle editorial.
  • A controvérsia ganhou força em maio, com acusações de que The Serpent in the Grove, de Jamir Nazir, poderia ter sido gerada com IA.
  • Nazir disse, por e-mail, que o processo de escrita foi feito inteiramente em um telefone Android com reconhecimento de voz, seguido de edição mínima.
  • Razmi Farook, da Commonwealth Foundation, afirmou que todos os autores da shortlist afirmaram não ter usado IA; o prêmio concede cinco mil libras ao vencedor e dois mil e quinhentos às regionais.

A revista literária Granta anunciou que não publicará mais vencedores de entradas do prêmio Commonwealth de conto curto em parcerias editoriais externas. A decisão ocorreu após as críticas surgidas sobre o uso de IA em uma das obras vencedoras deste ano.

Granta afirmou que não participará de parcerias de publicação externas nas quais não haja controle editorial. A medida busca manter a integridade editorial da revista, segundo comunicado enviado ao Guardian.

A controvérsia envolvendo o conto vencedor da Caribbean region, The Serpent in the Grove, ganhou notoriedade em maio, com acusações de que a história poderia ter sido gerada por IA. Críticas apontaram possíveis indícios no texto.

Jamir Nazir, autor da obra, explicou, em e-mail ao Guardian, que seu processo de escrita é realizado inteiramente em um telefone Android, devido a condições de saúde. O método envolve reconhecimento de voz e edição mínima.

Sigrid Rausing, editora da Granta, emitiu uma manifestação sobre o tema, reconhecendo a possibilidade de estar diante de uma forma de plágio via IA e a dificuldade de se confirmar. A alegação de IA gerou debates entre leitores e críticos.

Razmi Farook, diretora-geral da Commonwealth Foundation, afirmou que os escritores já declararam não ter utilizado IA e que a fundação confirmou a posição após consultas adicionais. Não houve confirmação de uso de IA pela obra.

A Granta informou que manterá no site as histórias curtas da Commonwealth que ficaram na shortlist, por interesse público. A editora também desejou sucesso à Commonwealth Foundation em seus trabalhos futuros.

A premiação concede 5 mil libras ao vencedor e 2,5 mil libras aos vencedores regionais. Os recursos totais do Commonwealth Short Story Prize foram administrados pela Fundação Sigrid Rausing, entre 2014 e 2016, segundo o Sigrid Rausing Trust.

A Commonwealth Foundation não respondeu a pedidos de comentário. A Granta não anunciou prazos ou planos adicionais sobre reformas editoriais ou novos critérios de seleção.

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