- A delegação do Irã interrompeu as negociações com os EUA na Suíça, abandonando a sede de reuniões em Bürgenstock, após as novas ameaças de Donald Trump.
- Segundo a agência Irna, a saída ocorreu após uma reunião com o mediador catariano; não está claro se foi definitiva ou apenas um protesto simbólico.
- Um diplomata, sob condição de anonymity, disse à AFP que as tratativas não estavam suspensas integralmente e que o Irã segue engajado nas conversas.
- Trump avisou que retomar ataques contra o Irã seria possível se o país não impedisse a atuação do Hezbollah; ele também mencionou o possível fechamento do Estreito de Ormuz.
- As negociações visavam um período de sessenta dias para resolver questões entre EUA e Irã, com mediadores do Catar e Paquistão; o Irã ligou a crise libanesa aos entraves nas tratativas.
A delegação do Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos neste domingo, 21/06, em Bürgenstock, Suíça, após as ameaças feitas pelo presidente americano. As tratativas, mediadas por Catar e Paquistão, haviam começado pela manhã e visavam um acordo para encerrar conflitos de longa data.
Segundo a agência Irna, o Irã abandonou o local e interrompeu as negociações com os EUA, após reunião com o mediador catar. Não fica claro se a saída é definitiva ou simbólica, conforme relatos de diplomatas ao redor das tratativas.
Um diplomata próximo às negociações informou à AFP que a delegação iraniana permanece engajada, apesar do protesto. A declaração ocorreu enquanto o bloco buscava avançar um memorando de entendimento para encerrar a guerra em várias frentes, incluindo o Líbano.
Ameaças de Trump impactam as conversas
As negociações tiveram início com a expectativa de um período de 60 dias para tratar de questões regionais. No entanto, Trump advertiu que, se o Irã não contivesse o Hezbollah, os EUA retomariam ataques com muita força.
Em entrevista à Fox News, o presidente também disse que um novo fechamento do Estreito de Ormuz poderia comprometer o país, em referência à equipe iraniana, o que foi visto como uma ameaça à delegação.
O Irã tem pressionado os EUA a exigir que Israel encerre a invasão e ataques no Líbano. Em resposta, Teerã indicou possibilidade de retomar controle sobre Ormuz, mantendo a posição de não se dissociar da crise libanesa durante as negociações.
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