- O surto de ebola na RDC continua grave e avança rapidamente, com 247 mortes em 956 casos registrados em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, partindo de Mongbwalu.
- Ituri concentra mais de 80% dos casos conhecidos, embora o vírus já tenha se espalhado para as províncias vizinhas.
- A Organização Mundial da Saúde alerta que a epidemia evolui rapidamente e que é necessário localizar 95% dos contatos para controlar a transmissão.
- Em Mongbwalu, a situação começa a melhorar: o hospital registra queda nas mortes diárias e há maior conscientização na comunidade, ainda que haja desconfiança em algumas áreas.
- O ministro da Saúde e o ministro da Comunicação visitaram Mongbwalu pela primeira vez desde o retorno do surto e anunciaram ações como ampliar o centro de tratamento e aumentar o número de ambulâncias.
O surto de ebola avança rapidamente na RD Congo, apesar de melhorias na região epicentro. Dados apontam 247 mortes entre 956 casos identificados em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, com Mongbwalu como foco inicial.
A Organização Mundial da Saúde informou que a epidemia segue grave e em evolução acelerada. Equipes de saúde trabalham para frear a transmissão no nordeste do país.
O surto foi declarado em 15 de maio, concentrando-se principalmente em Ituri, que concentra mais de 80% dos casos, mas com transmissão também em Kivu do Norte e Kivu do Sul.
A OMS destacou a necessidade de localizar 95% dos contatos para controlar o surto e reduzir o risco de disseminação por meio de manejo seguro de corpos.
Encorajamento e avanços em Mongbwalu
Mais de um mês após o início, a situação começa a se estabilizar em Mongbwalu, cidade de quase 200 mil habitantes. O diretor médico relata redução de mortes no hospital, de 10–15 para cerca de 4 por dia.
Ainda segundo o médico, a comunidade passa a buscar ajuda com mais frequência, embora haja desconfiança em algumas áreas que dificulta o acesso a casos suspeitos.
Em Mongbwalu, autoridades de saúde acompanham a evolução da resposta. Ministros da Saúde e da Comunicação visitaram a cidade para avaliar ações e fortalecer a resposta ao surto.
O ministro da Saúde informou planos para expandir o centro de tratamento e ampliar o número de ambulâncias, visando intensificar a resposta e cortar a transmissão.
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