- A China manteve as taxas de empréstimo de referência (LPR) em junho pelo 13º mês consecutivo: 3,00% para a LPR de um ano e 3,50% para a LPR de cinco anos.
- A decisão manteve-se em linha com as expectativas do mercado, com 30 participantes da Reuters prevendo a estabilidade.
- O cenário econômico permanece com dois ritmos: indústria impulsionada por exportações, mas demanda interna enfraquecida pela crise imobiliária.
- O presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, apontou uma “profunda reestruturação econômica” e novos motores de crescimento, mesmo diante da desaceleração do crédito.
- Em maio, os novos empréstimos bancários cresceram menos do que o esperado, após retração no mês anterior, com a crise imobiliária pesando sobre o crédito às famílias.
A China manteve as taxas de empréstimos de referência pela 13ª vez consecutiva em junho, sinalizando cautela das autoridades em flexibilizar a política monetária. As LPRs não foram alteradas, conforme anunciado nesta segunda-feira.
A LPR de um ano ficou em 3,00% e a de cinco anos permaneceu em 3,50%. A decisão confirmou as expectativas de mercado, respaldadas por uma pesquisa da Reuters com 30 participantes, onde todos previram manutenção das duas taxas.
A economia chinesa segue exibindo dois velocidades: indústria resistente impulsionada pelas exportações, mas demanda interna uma das dimensões com piora, devido à crise imobiliária que persiste há anos. Dados recentes reforçam esse quadro.
Pan Gongsheng, presidente do Banco Popular da China, afirmou no Fórum Anual de Lujiazui que o crescimento dos empréstimos desacelerou nos últimos anos, ainda que o financiamento por meio de títulos e ações tenha ganhado força. A declaração foi apresentada como parte da análise de mudanças estruturais na economia.
Novos empréstimos bancários na China, em maio, cresceram abaixo do esperado, após contração no mês anterior. Analistas apontam que a crise imobiliária continua a pesar sobre o endividamento de famílias e no crédito ao consumo.
Contexto econômico
A persistência das taxas estáveis sugere que autoridades preferem observar a trajetória da atividade antes de afrouxar. O cenário externo e interno continua a influenciar decisões, mantendo a política monetária em modo de ajuste gradual.
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