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Comissário europeu visita projeto de terras raras da Viridis em Minas Gerais

Comissário da União Europeia visita o projeto Colossus de terras raras em Poços de Caldas e aponta interesse em apoio financeiro e cadeias Brasil-Europa

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  • O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, visitou o projeto Colossus, de terras raras, em Poços de Caldas (MG), no sábado (20).
  • A visita ocorreu durante a missão oficial da União Europeia ao Brasil, antes do Fórum de Investimentos UE-Brasil, em Brasília.
  • O Colossus, da Viridis Mining and Minerals, é visto como um dos mais promissores do país e busca fornecer insumos para ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa.
  • A Viridis disse que houve discussões sobre cadeias de fornecimento seguras entre Brasil e Europa e possíveis mecanismos de apoio para acelerar projetos de minerais críticos; há sinalizações de financiamento, incluindo carta de interesse não vinculante da francesa Bpifrance Assurance Export.
  • A empresa também firmou acordo não vinculante com a belga Solvay para fornecimento de carbonato misto de terras raras, com processamento proposto na França, e planeja uma planta comercial a partir de 2028.

O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, visitou o projeto Colossus, de terras raras, em Poços de Caldas, Minas Gerais. A visita ocorreu no sábado, 20 de julho, em meio a esforços ocidentais para reduzir a dependência da China em minerais críticos. O: objetivo foi avaliar oportunidades de cooperação com o Brasil.

Acompanhavam o comissário integrantes do gabinete dele, representantes da Comissão Europeia, do Banco Europeu de Investimento e a Delegação da União Europeia no Brasil. A comitiva participou de reuniões com a Viridis Mining and Minerals, empresa australiana que desenvolve o ativo. A iniciativa integra a missão oficial da UE ao Brasil.

O Colossus é apresentado pela Viridis como um dos projetos mais promissores de terras raras em desenvolvimento no país. A empresa visa posicionar o ativo como alternativa ocidental para insumos usados em ímãs permanentes, veículos elétricos e turbinas eólicas. Também envolve aplicações em defesa e tecnologia.

Segundo a Viridis, as conversas trataram de cadeias de fornecimento seguras e resilientes entre Brasil e Europa, com foco em mecanismos de apoio a investimentos e na aceleração de projetos estratégicos de minerais críticos. A agenda incluiu discussões sobre etapas de processamento e refino.

A empresa já recebeu sinais de interesse financeiro e institucional. A Bpifrance Assurance Export, agência de crédito à exportação da França, enviou uma carta de interesse não vinculante para apoiar o Colossus. A relação com o governo francês busca ampliar garantias e seguros para operações no exterior.

Além da frente financeira, a Viridis busca avançar na comercialização da produção. Foi assinada uma carta de intenção não vinculante com a Solvay para fornecimento de carbonato misto de terras raras. O material poderia ser processado na França, em La Rochelle, mediante um acordo definitivo.

Contexto internacional

O interesse europeu pelo Colossus ocorre durante a corrida global por minerais críticos, com foco em reduzir a dependência de cadeias concentradas. Hoje, a China domina etapas de processamento, refino e produção de ímãs usados em tecnologia e defesa.

O que vem pela frente

A Viridis planeja uma planta comercial de carbonato misto a partir de 2028 no complexo de Poços de Caldas. O Brasil discute como transformar reservas minerais em desenvolvimento industrial, atraindo investimentos em beneficiamento e tecnologia.

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