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Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025, à frente dos venezuelanos

Cubanos lideram pedidos de refúgio em 2025, respondendo por 55,4% do total (41.919), enquanto venezuelanos caem para 21.233

Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 108 cidadãos cubanos que tentavam ingressar ilegalmente no Brasil pela fronteira com a Guiana em 2026
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  • Em 2025, o Brasil teve 75.599 pedidos de refúgio, sendo 41.919 de cubanos, ou 55,4% do total.
  • O total de pedidos aumentou 10,9% em relação a 2024, o terceiro maior patamar da série histórica.
  • Cubanos lideram o ranking, ultrapassando venezuelanos, que somaram 21.233 pedidos.
  • Depois aparecem Colômbia (1.432), Angola (1.253), Marrocos (888) e Gana (792).
  • O refúgio envolve direitos como trabalho, saúde e educação, e mudanças políticas e econômicas recentes ajudam a entender as variações.

Em 2025, o Brasil registrou 75.599 pedidos de refúgio, segundo o relatório Refúgio em Números do OBMigra em parceria com o Ministério da Justiça. Cubanos responderam por 41.919 solicitações, ou 55,4% do total, superando os venezuelanos pela primeira vez.

O total de pedidos cresceu 10,9% frente a 2024, atingindo o terceiro maior patamar da série histórica. A maioria é formada por homens em idade produtiva, segundo o levantamento.

Entre os venezuelanos, houve queda de cerca de 20% nas solicitações, chegando a 21.233 em 2025. Mudanças políticas e de mobilidade estariam influenciando esse recuo, segundo os autores do estudo.

Colombianos aparecem em seguida, com 1.432 pedidos, seguidos por angolanos (1.253), marroquinos (888) e ganeses (792). Os números nesses países refletem a diferença de volume entre os principais fluxos.

O que sustenta o recorte mexicano-cubano no refúgio

A crise econômica profunda de Cuba é apontada como fator determinante para o aumento de pedidos. A ilha enfrenta apagões prolongados e dependência de importações de energia, agravada por restrições externas.

A influência externa na economia cubana, incluindo tensões com os EUA, é citada como contexto para o desaquecimento econômico e a intensificação do êxodo migratório.

Na Venezuela, embora a crise econômica persista, houve reorganização política recente. A saída de Nicolás Maduro para Delcy Rodríguez criou um ambiente de negociações que também pode ter efeito técnico sobre a mobilidade de pessoas.

Segundo a Acnur, cerca de um terço dos venezuelanos que vivem na região consideraria retornar ao país caso haja melhoria de emprego e segurança, o que explicaria parte da queda observada nos pedidos de refúgio em 2025.

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