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EUA afirmam que protestos na Bolívia representam ameaça à democracia.

Estados Unidos classificam protestos na Bolívia como ameaça à democracia; bloqueios persistem e provocam escassez de alimentos e combustível, com estado de emergência declarado

Protesto em La Paz, na Bolívia
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  • O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou os protestos antigoverno na Bolívia como grave ameaça à ordem constitucional e à democracia do país, em comunicado conjunto com outros países da região.
  • Assinam a nota governos da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru.
  • O presidente Rodrigo Paz, da direita, foi eleito em outubro de 2025 e enfrenta protestos que geraram escassez de comida e combustível.
  • Foi declarado estado de emergência após mais de cinquenta dias de bloqueios de estradas promovidos por sindicatos de trabalhadores e agricultores.
  • Embora a maioria dos bloqueios tenha sido encerrada, seis permanecem na região do Chapare, dificultando a distribuição nos grandes centros urbanos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou os protestos antigoverno na Bolívia como uma séria ameaça à ordem constitucional e à estabilidade democrática do país. A avaliação foi anunciada em comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira (23).

Além dos EUA, assinam a nota governos da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru. O texto aponta que uma minoria violenta busca desconsiderar a vontade popular expressa nas últimas eleições.

O atual presidente boliviano, Rodrigo Paz, de direita, tomou posse em outubro de 2025. Desde então, enfrenta protestos que têm provocado escassez de alimentos e combustíveis e afetado o abastecimento em várias regiões do país.

Bloqueios persistem na região do Chapare

O governo declarou estado de emergência após mais de 50 dias de bloqueios promovidos por sindicatos de trabalhadores e agricultores. O desabastecimento de itens básicos piorou em diversas cidades.

Embora a maior parte dos bloqueios tenha sido suspensa, seis permaneceram na região do Chapare. O desbloqueio completo continua sendo um objetivo das autoridades para facilitar a distribuição nos principais centros urbanos.

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