- Keiko Fujimori venceu a eleição presidencial peruana em 24 de junho de 2026, no segundo turno contra Roberto Sánchez, após sua quarta tentativa.
- A vitória marca o retorno do fujimorismo ao poder central e evidencia uma profunda divisão entre zonas urbanas e rurais do país.
- As promessas de Keiko são de mão dura contra o crime organizado e defesa da economia de mercado, mantendo a abertura comercial e a ortodoxia fiscal do governo de seu pai.
- O pleito revelou uma votação estreita, com apoio maior em cidades litorâneas e entre peruanos no exterior, e oposição nas regiões rurais e andinas.
- Os maiores desafios incluem governabilidade com um Congresso fragmentado, acusações de fraude feitas pela oposição e resistência social em áreas de mineração.
Keiko Fujimori tornou-se presidente do Peru em 24 de junho de 2026, ao vencer Roberto Sánchez no segundo turno. A vitória, em sua quarta candidatura, marca o retorno do fujimorismo ao poder central e revela uma divisão política entre áreas urbanas e rurais do país.
O fujimorismo, inspirado nas ações de Alberto Fujimori, pai de Keiko, é associado à estabilidade econômica e ao combate à violência. Historicamente, o movimento agrada a setores que valorizam ordem, ainda que seu governo tenha sido alvo de críticas por autoritarismo e corrupção.
Promessas de governo
Keiko centró sua campanha em dois pilares: endurecimento do combate ao crime organizado e defesa da economia de mercado. A candidata planeja manter a abertura econômica e a linha fiscal ortodoxa herdadas do pai, buscando recuperar a confiança de investidores.
Dinâmica do voto
A votação destacou a fratura entre pontos de apoio. Nas cidades litorâneas e entre compatriotas no exterior, houve maior adesão a Keiko, enquanto regiões rurais e andinas apoiaram amplamente o adversário, sinalizando um Peru dividido entre integração ao mercado global e comunidades mais isoladas.
Desafios à frente
Entre os principais desafios estão a governabilidade e a presença de um Congresso fragmentado. O Peru atravessou crises institucionais recentes, com oito presidentes nas últimas décadas. O novo governo enfrenta também resistência em áreas mineradoras, onde há histórico conflito entre projetos e comunidades locais.
Trajetória institucional
Analistas destacam que, mesmo com discurso de autoridade, Keiko afirma atuar dentro de normas democráticas. O mercado espera maior previsibilidade para investimentos, mas a polarização pode influenciar a relação com instituições e com a oposição.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo.
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