- Irã oficializou três dias de feriado nacional para as cerimônias fúnebres de aiatolá Ali Khamenei, iniciando em 4 de julho, data marcada pelo Dia da Independência dos Estados Unidos.
- Khamenei será sepultado em Mashhad no dia 9 de julho; Qom receberá feriado no dia 8 de julho e haverá solenidades no Iraque também no dia 8.
- A escolha da data é vista como um recado aos Estados Unidos, segundo especialistas, além de fortalecer o simbolismo do funeral no encerramento da guerra.
- O andamento das negociações entre EUA e Irã segue sem consenso em pontos como inspeções nucleares e navegação pelo Estreito de Ormuz, com posições distintas de Teerã e Washington.
- O Senado dos EUA aprovou uma resolução que recomenda a retirada das forças envolvidas no conflito com o Irã, mas a medida não possui força de lei nem previsão de sanção presidencial.
O Irã oficializou hoje o início das cerimônias fúnebres pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. O governo determinou três dias de feriado nacional, com velório e sepultamento programados para 4 a 9 de julho. O anúncio ocorre em meio a negociações com Washington e ao fim da guerra no horizonte.
Khamenei comandou o regime por 37 anos e morreu durante a primeira onda de ataques de Israel e dos EUA contra o Irã, em fevereiro. O funeral começará no dia 4 de julho, data escolhida para sinalizar um recado aos Estados Unidos, segundo analistas locais.
A prefeitura de Teerã estima a presença de até 20 milhões de pessoas para as cerimônias públicas, uma multidão semelhante à despedida de Khomeini, em 1989. O sepultamento está agendado para Mashhad, cidade natal do líder, em 9 de julho.
Antes disso, no dia 6, será observado um feriado em Qom, cidade sagrada do islã xiita. Em 8 de julho, estão previstas solenidades no Iraque, que abriga santuários xiitas de importância regional.
A declaração sobre as cerimônias coincidiu com desdobramentos sobre as negociações entre EUA e Irã. O governo americano informou avanços com a possível presença de inspetores nucleares, enquanto Teerã alegou razões de segurança para restringir o acesso a suas usinas.
Além disso, as divergências sobre o Estreito de Ormuz continuam. O governo dos EUA disse ter obtido consentimento para inspeções nucleares e abriu espaço para que o estreito permaneça aberto, sem bloqueio naval adicional, segundo autoridades americanas.
Analistas ressaltam que a abertura de negociações indica progresso, mas alertam para manter cautela até o resultado final. O cenário envolve mediadores e contatos diretos entre Teerã e Washington na Suíça.
Paralelamente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o chefe do Exército paquistanês, no Paquistão. Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio visitou os Emirados Árabes Unidos para encontros com aliados da região.
Na política interna norte-americana, o Senado aprovou uma resolução que exige retirada das forças envolvidas no conflito com o Irã. A medida teve apoio de 50 votos a 48 e não seguirá para sanção presidencial, tendo função simbólica.
A resolução contestou ações do governo Trump, que classificou a proposta como antipatriótica. O embate entre republicanos e democratas caracteriza a polarização no Congresso quanto à condução da guerra e às negociações com o Irã.
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