Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irã decreta funeral de Khamenei, ato visto como desafio aos EUA

Funeral de Khamenei começa em quatro de julho, dia da independência dos EUA, elevando tensões e sinal político do Irã nas negociações com Washington

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discute a paz com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em Islamabad - (crédito: Pakistan's Inter-Services Public Relations/AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • Irã oficializou três dias de feriado nacional para as cerimônias fúnebres de aiatolá Ali Khamenei, iniciando em 4 de julho, data marcada pelo Dia da Independência dos Estados Unidos.
  • Khamenei será sepultado em Mashhad no dia 9 de julho; Qom receberá feriado no dia 8 de julho e haverá solenidades no Iraque também no dia 8.
  • A escolha da data é vista como um recado aos Estados Unidos, segundo especialistas, além de fortalecer o simbolismo do funeral no encerramento da guerra.
  • O andamento das negociações entre EUA e Irã segue sem consenso em pontos como inspeções nucleares e navegação pelo Estreito de Ormuz, com posições distintas de Teerã e Washington.
  • O Senado dos EUA aprovou uma resolução que recomenda a retirada das forças envolvidas no conflito com o Irã, mas a medida não possui força de lei nem previsão de sanção presidencial.

O Irã oficializou hoje o início das cerimônias fúnebres pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. O governo determinou três dias de feriado nacional, com velório e sepultamento programados para 4 a 9 de julho. O anúncio ocorre em meio a negociações com Washington e ao fim da guerra no horizonte.

Khamenei comandou o regime por 37 anos e morreu durante a primeira onda de ataques de Israel e dos EUA contra o Irã, em fevereiro. O funeral começará no dia 4 de julho, data escolhida para sinalizar um recado aos Estados Unidos, segundo analistas locais.

A prefeitura de Teerã estima a presença de até 20 milhões de pessoas para as cerimônias públicas, uma multidão semelhante à despedida de Khomeini, em 1989. O sepultamento está agendado para Mashhad, cidade natal do líder, em 9 de julho.

Antes disso, no dia 6, será observado um feriado em Qom, cidade sagrada do islã xiita. Em 8 de julho, estão previstas solenidades no Iraque, que abriga santuários xiitas de importância regional.

A declaração sobre as cerimônias coincidiu com desdobramentos sobre as negociações entre EUA e Irã. O governo americano informou avanços com a possível presença de inspetores nucleares, enquanto Teerã alegou razões de segurança para restringir o acesso a suas usinas.

Além disso, as divergências sobre o Estreito de Ormuz continuam. O governo dos EUA disse ter obtido consentimento para inspeções nucleares e abriu espaço para que o estreito permaneça aberto, sem bloqueio naval adicional, segundo autoridades americanas.

Analistas ressaltam que a abertura de negociações indica progresso, mas alertam para manter cautela até o resultado final. O cenário envolve mediadores e contatos diretos entre Teerã e Washington na Suíça.

Paralelamente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o chefe do Exército paquistanês, no Paquistão. Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio visitou os Emirados Árabes Unidos para encontros com aliados da região.

Na política interna norte-americana, o Senado aprovou uma resolução que exige retirada das forças envolvidas no conflito com o Irã. A medida teve apoio de 50 votos a 48 e não seguirá para sanção presidencial, tendo função simbólica.

A resolução contestou ações do governo Trump, que classificou a proposta como antipatriótica. O embate entre republicanos e democratas caracteriza a polarização no Congresso quanto à condução da guerra e às negociações com o Irã.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais