- Líderes europeus se reuniram em Berlim com Macron e os chefes de governo da Polônia, Itália e Reino Unido para preparar a cúpula da Otan, prevista para início de julho.
- O chanceler alemão afirmou que a Ucrânia continua forte e que o apoio europeu não está diminuindo, defendendo um acordo financeiro robusto com Kiev pelos aliados da Otan.
- O presidente francês destacou a “reconvergência” entre europeus e americanos, com todos os membros do G7, pela primeira vez em 18 meses, apoiando a integridade territorial da Ucrânia.
- Na Ucrânia, ataque russo na região de Kherson matou dois funcionários da ONG norueguesa Norsk Folkehjelp e deixou outros quatro feridos, incluindo um em estado crítico.
- A Procuradoria de Kherson informou que a área foi atingida por mísseis, com indícios de munições de fragmentação; a Norsk Folkehjelp tem mais de 450 funcionários na Ucrânia.
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou nesta quarta-feira, 24/6, que a Ucrânia permanece forte e que o apoio europeu não está diminuindo. Em Berlim, recebeu o presidente francês Emmanuel Macron e os chefes de governo da Polônia, Itália e Reino Unido, para uma reunião preparatória da cúpula da Otan, prevista para julho. A conversa ocorreu no contexto de apoio contínuo a Kiev.
Merz defendeu que os aliados da Otan assumam um compromisso financeiro robusto com Kiev. A mensagem, segundo o chanceler, é de união entre os países europeus. Em entrevista coletiva após a reunião do grupo dos cinco, ele citou também a impressão de maior aproximação entre EUA e Europa após o G7 realizado na França.
Macron destacou uma reconvergência entre europeus e americanos observada na cúpula do G7. Pela primeira vez em 18 meses, todos os membros assinaram um texto comum reafirmando apoio à integridade territorial e soberania da Ucrânia. O presidente francês indicou que esse alinhamento deve ganhar continuidade na próxima reunião da Otan.
Ataque na região de Kherson
Na mesma data, um ataque russo na região de Kherson, no sul da Ucrânia, matou dois funcionários da ONG norueguesa Norsk Folkehjelp, dedicada ao desminamento, e deixou quatro feridos. A informação inicial de seis atingidos foi atualizada pela administração regional.
A prefeitura de Kherson confirmou que as vítimas tinham 24 e 25 anos e que o ataque ocorreu na cidade de Novopetrivka, cerca de 40 quilômetros da linha de frente. A Procuradoria local informou que a área foi atingida por mísseis, com indícios de munições de fragmentação, segundo relatos da agência de notícias AFP.
Segundo Bujar Hoxha, chefe da missão da ONG na Ucrânia, não havia alerta de ataque aéreo no momento. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do bombardeio. A Norsk Folkehjelp mantém presença de mais de 450 funcionários no país.
Organizações humanitárias têm sido alvo recorrente de ataques desde o início da invasão russa em 2022. Em 2024, um veículo de uma missão da ONU foi atingido por drones; em 2025, dois desminadores do Conselho Dinamarquês para Refugiados morreram na região, e em 2024, dois trabalhadores da HEKS/EPER também perderam a vida em Kherson.
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