- O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas após os terremotos na Venezuela.
- O governo interino afirma ao menos 920 mortos e 4.300 feridos, com o balanço aumentando conforme equipes chegam aos escombros, principalmente em La Guaira.
- Equipes de busca e resgate de dezoito países, incluindo El Salvador, México, Colômbia e Equador, começaram a chegar ao país; Brasil também enviará equipes.
- O presidente Lula anunciou envio de aviões com bombeiros e equipamentos médicos; os EUA prometeram 150 milhões de dólares, além de apoio militar e logístico.
- As autoridades destacam que as operações são complexas e pedem apoio internacional para evitar que o desastre se transforme em tragédia humana ainda maior.
O terremoto que atingiu o norte da Venezuela na quarta-feira provocou destruição generalizada, com La Guaira entre as áreas mais afetadas. O abalo foi registrado com magnitudes de 7,2 e 7,5, causando quedas de estruturas e interrupção de serviços essenciais.
O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou à AFP que mais de 50 mil pessoas podem estar desaparecidas. Ele descreveu a operação de resgate como extremamente complexa, dada a dificuldade de acesso aos prédios derrubados.
Autoridades do regime interino relatam ao menos 920 mortos e 4.300 feridos, com o número a subir à medida que equipes de resgate entram nos prédios destruídos. O principal foco é La Guaira, onde há maior volume de destroços e dificuldades logísticas.
Desdobramentos e apoio internacional
Equipes de busca e salvamento de pelo menos 17 países começaram a chegar quase 48 horas após o terremoto. Voluntários de El Salvador, México, Colômbia e Equador já atuam no local; chegadas também são reportadas do Chile e da Suíça.
Medidas de auxílio incluíram o envio de recursos médicos e equipamentos. O governo brasileiro informou que equipes da Defesa Civil estão a caminho, enquanto o presidente Lula anunciou envio de aviões com bombeiros e insumos médicos.
A ONU pediu à comunidade internacional que fortaleça a assistência para impedir que o desastre vire uma crise humanitária maior. As operações continuam com foco na localização de sobreviventes, montagem de abrigos e suporte às famílias.
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