- Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na manhã de domingo, em resposta a ataques dos EUA e em meio ao terceiro dia de bombardeios recíprocos na região do estreito de Ormuz.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou eliminar a liderança iraniana caso não respeitasse o acordo provisório para encerrar a guerra.
- O Exército do Kuwait informou ter interceptado dois mísseis balísticos; o Bahrein também foi alvejado pouco antes.
- A Guarda Revolucionária do Irã confirmou os ataques contra alvos militares norte-americanos; ainda não houve vítimas ou danos significativos para os EUA, segundo um porta-voz norte-americano.
- A coalizão regional pediu ao Conselho de Segurança da ONU que convoque sessão urgente e manteve a disputa sobre o controle do estreito de Ormuz, enquanto Israel atacou militantes do Hezbollah no Líbano em meio a tensões na região.
O Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein neste domingo (28/06), em resposta a ataques norte-americanos. A escalada ocorre no terceiro dia de bombardeios recíprocos na região, que ameaça um cessar-fogo.
Citada pela Guarda Revolucionária, a ofensiva mira alvos militares em território kuwaitiano e bahreiniano. Um emissário dos EUA afirmou à Reuters que não houve vítimas americanas nem danos significativos.
Horas antes, o presidente Donald Trump havia ameaçado eliminar a liderança iraniana caso o país não respeitasse o acordo provisório para encerrar a guerra. Em resposta, o Kuwait confirmou interceptação de dois mísseis balísticos.
O Bahrein também foi atingido; alarmes soaram novamente mais tarde e autoridades disseram ter registrado dano a um prédio residencial na província de Muharraq, sem vítimas até o momento. O país pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
A disputa envolve o controle do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. O Irã defende gestão própria do tráfego e cobra que navios utilizem uma rota ao norte, sob seu controle; Washington defende livre passagem.
As partes firmaram um acordo de paz provisório de 14 pontos para interromper hostilidades e reabrir o estreito, com Washington suspendendo sanções e mantendo negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Disputa pelo Ormuz também envolve a relação entre EUA e aliados do Golfo, que rejeitam as exigências iranianas. Analistas avaliam impacto do conflito sobre preços globais de energia e comércio marítimo.
Situação no Líbano
Israel afirmou ter atacado militantes do Hezbollah no Líbano neste domingo, um dia após assinar acordo com o país para desescalar o conflito. O grupo xiita apoia o Irã e rejeita o cessar-fogo.
O acordo libanês prevê retirada gradual de Israel do sul do Líbano mediante desarmamento do Hezbollah. Contudo, esforço de paz ainda enfrenta resistência de ambos os lados e ataques recentes persistem.
O presidente libanês, Joseph Aoun, chamou os ataques iranianos ao Kuwait e ao Bahrein de sabotagem da paz local, que já registra milhares de mortes e deslocamentos desde o início do conflito.
Fontes consultadas indicam que a tensão persiste na região, com consequências econômicas globais e risco de escalada militar entre potências regionais e internacionais.
Fontes: Reuters, EFE, AP, dpa
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