- Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, afirmou em Buenos Aires que transferiria a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém e chamou Lula de antissemita.
- As declarações foram feitas durante evento promovido pela Israel Allies Foundation; ele deve se encontrar com o presidente argentino Javier Milei na segunda-feira, 29 de junho.
- Criticou o governo Lula por supostamente romper a relação com Israel e disse que o Brasil está sem embaixador em Israel desde 2024; prometeu receber as credenciais do embaixador de Israel no seu primeiro dia como presidente.
- Disse que pretende aderir aos Acordos de Abraão e aproximar o Brasil de Israel, dos Estados Unidos e da Argentina, afirmando que a partir de 2027 o Brasil será “irmão” de Argentina e Israel.
- Enfatizou o combate ao crime organizado, defendendo maior integração regional e mencionou ligações entre Hezbollah e facções brasileiras, segundo investigações da PF e de serviços de inteligência.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL do Rio de Janeiro, anunciou neste domingo, 28 de junho de 2026, em Buenos Aires, que pretende aproximar o Brasil de Israel caso seja eleito. A declaração veio durante a abertura da Latin America Chairmen’s Conference, organizada pela Israel Allies Foundation em parceria com a American Friends of the Isaac Accords. Flávio também informou que deverá se reunir com o presidente argentino, Javier Milei, na segunda-feira, 29 de junho.
O senador criticou o governo atual, afirmando que o Brasil permanece sem embaixador em Israel desde 2024 e prometeu alterar a condução da política externa. Segundo ele, o atual governo rompeu relações diplomáticas de forma prática e, nesse contexto, Lucal não demonstrou alinhamento com as políticas de Israel diante da guerra na Faixa de Gaza. Flávio disse ainda que Lula é antissemita, segundo suas palavras, e ressaltou a intenção de receber o credenciamento do embaixador de Israel já no primeiro dia de eventual gestão.
Durante o discurso, o pré-candidato destacou a intenção de transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, uma medida defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, porém sem implementação no governo anterior. Flávio afirmou que, caso vença as eleições, pretende adotar a adesão aos Acordos de Abraão e aproximar o Brasil também dos Estados Unidos e da Argentina.
A ideia de uma “onda azul” na região foi mencionada pelo postulante como mudança política em curso nas Américas. Ele citou exemplos de governos de direita, como os de Milei na Argentina, Donald Trump nos EUA, Nayib Bukele em El Salvador, Daniel Noboa no Equador e Santiago Peña no Paraguai, sugerindo que a direita governa a maior parte da região. Flávio elogiou Milei e atribuiu ao movimento econômico dele um papel de recuperação econômica na Argentina.
Além de aspectos diplomáticos, o discurso abordou combate ao crime organizado. Flávio afirmou que há necessidade de maior integração regional para enfrentar facções criminosas, citando investigações que, segundo ele, apontariam ligações entre grupos no Brasil, o Hezbollah e organizações criminosas. O senador criticou gestões do governo Lula relacionadas à classificação de organizações brasileiras como terroristas, segundo sua leitura dos fatos.
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