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Israel danifica patrimônios históricos no sul do Líbano, diz ministro

Quase quatro meses de ataques israelenses danificaram sítios do patrimônio listados pela UNESCO no sul do Líbano, com ocupação que dificulta a avaliação dos danos

Unesco — Foto: Pixabay
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  • A campanha aérea e terrestre de Israel, de quase quatro meses, danificou sítios do patrimônio histórico no sul do Líbano, segundo o ministro da Cultura libanês.
  • Um topo de coluna antiga foi arrancado em Tiro, e um local de peregrinação foi destruído em outra cidade; o mercado da era mameluca em Nabatieh também foi atingido.
  • Trocas de fogo na região deixaram vilarejos centenários arrasados e levantaram temores de danos a fortificações como o castelo de Beaufort, ambos dentro de uma zona de ocupação de cerca de dez quilômetros.
  • A UNESCO já havia expressado preocupação com danos a patrimônios em Tiro e-Chama, e pediu que o local fosse reclassificado como Patrimônio Mundial em Perigo.
  • O governo de Israel disse que mira apenas objetivos militares e que avalia locais sensíveis antes de ataques; o Líbano acusações mútuas e sustenta que civis e patrimônio sofrem com o conflito.

O ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salame, afirmou à Reuters que a campanha aérea e terrestre de Israel contra o Hezbollah causou danos a sítios de patrimônio no sul do Líbano. Entre os locais afetados estão monumentos listados pela Unesco.

Salame informou que, mesmo com o cessar-fogo vigente há uma semana, não há como avaliar integralmente os estragos, pois tropas israelenses permanecem em uma faixa de cerca de 10 km dentro do território libanês, dificultando o acesso local.

Segundo o ministro, o controle militar envolve o castelo medieval de Beaufort, vilarejos históricos que abrigam comunidades de diferentes confissões e locais de culto, além de áreas arrasadas por tratores. Diversas cidades antigas também foram atingidas.

Situação atual e danos

Jornalistas de campo relataram ataques aéreos a Nabatieh e Tebnin, com receios de danos à fortaleza da era das Cruzadas em Tebnin. Salame destacou que patrimônio envolve edifícios históricos, sítios arqueológicos e construções com função cultural, não apenas artefatos.

O governo libanês não conseguiu quantificar completamente as perdas, devido à ocupação de parte do território libanês por forças israelenses. A área afetada por operações permanece inacessível para avaliação independente.

As forças armadas de Israel afirmaram que não buscam destruir infraestrutura civil e que atuam por necessidade militar, considerando a proteção de seus cidadãos diante de ataques do Hezbollah. Também afirmaram que aplicam um processo de aprovação para respeitar locais sensíveis.

Reações e contexto

O Líbano pediu à Unesco que reclassifique Tiro como Patrimônio Mundial em Perigo, para ampliar a proteção internacional. A situação ocorre em meio a tensões regionais, com acusações mútuas sobre presença de armas em fortificações locais, incluindo Beaufort.

A Unesco já manifestou preocupação com danos a outras estruturas históricas no sul do Líbano e condenou ataques a bem culturais. A entidade ressalta a importância de preservar o patrimônio diante de conflitos de longa duração.

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