- Um estádio em La Guaira foi transformado em abrigo para vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela, com funcionamento desde 24 de junho, incluindo apoio material e psicológico às crianças.
- A coordenação fica com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que também ressalta a necessidade de apoio psicossocial para os pequenos afetados.
- A Unicef estima que 680 mil crianças no país precisam de ajuda humanitária.
- Psicólogos e equipes de proteção observam sinais de trauma nas crianças, que costumam desenhar famílias e casas em atividades terapêuticas.
- Autoridades destacam prioridades como acesso a água potável, assistência médica e suporte emocional, diante de um impacto traumático que deve perdurar por meses ou anos.
Um estádio de La Guaira foi convertido em abrigo para pessoas deslocadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela, com destaque para milhares de crianças. Desde 24 de junho, famílias vivem em tendas e estruturas improvisadas sob supervisão de equipes humanitárias. A prioridade é oferecer apoio psicológico às crianças além de assistência material.
A operação é conduzida pela ONU, com o UNICEF na coordenação de atividades para crianças e adolescentes. Profissionais trabalham em um grande galpão, onde atividades como futebol, desenho e jogos ajudam a manter a rotina das crianças.
A situação ocorre após dois tremores de terra em curto intervalo. Organizações humanitárias reforçam a urgência de água potável, serviços de saúde e suporte psicossocial para reduzir os impactos do trauma. Voluntários e especialistas atuam junto às famílias.
Entre os envolvidos, a UNICEF aponta o número estimado de 680 mil crianças que precisam de ajuda humanitária no país. Representantes da ONG World Vision Venezuela destacam o estado de alerta causado pelo medo constante entre as crianças.
A psicologia aplicada ao trabalho com as crianças é centrada em evitar perguntas invasivas sobre o que aconteceu. O objetivo é oferecer ferramentas para lidar com as emoções e favorecer a recuperação gradual.
Profissionais lembram que o trauma pode se manifestar a curto e longo prazo, especialmente após eventos climáticos adicionais. A avaliação sugere que a recuperação exigirá meses, não semanas, em parte pela instabilidade do cenário venezuelano.
Clima recente também agravou o abalo emocional. Um exemplo citado é a reação de crianças diante de ruídos fortes, como trovões, que reativam o estado de alerta. O foco permanece na proteção, no cuidado e na continuidade de serviços básicos.
Fontes: ONU, UNICEF, World Vision Venezuela, RFI. A cobertura destaca a necessidade de apoio imediato a crianças, famílias e comunidades afetadas até a reconstrução.
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