Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

EUA temiam que Israel planejava matar negociadores iranianos durante negociações

EUA temiam que Israel matasse dois negociadores iranianos durante as negociações de paz, mobilizando aliados para alertar Teerã

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Os Estados Unidos temiam que Israel planejava matar Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, durante as negociações com Teerã, e pediram que países da região alertassem o Irã.
  • A preocupação ganhou peso após o início das negociações de cessar-fogo em abril, com o objetivo de evitar que um ataque inviabilizasse as tratativas e provocasse nova escalada.
  • Autoridades americanas disseram que, no auge da guerra, Araghchi e Ghalibaf poderiam ser alvos legítimos, mas que a morte de ambos encerraria qualquer acordo e reacenderia os confrontos.
  • Em junho, Washington e Teerã chegaram a um acordo preliminar que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece bases para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano.
  • A Embaixada de Israel não comentou o assunto; fontes americanas destacaram que as conversas continuaram e que o presidente dos EUA quer que o processo de paz siga o curso.

O governo dos Estados Unidos temeu que Israel pretendesse matar dois diplomatas iranianos durante as negociações de paz com Teerã. Autoridades americanas atuais e ex-integrantes do governo afirmam que Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, eram alvo potencial. Washington chegou a pedir que aliados da região alertassem o Irã.

A preocupação aumentou com o início das tratativas de cessar-fogo, em abril. Estados Unidos consideraram que um ataque contra os dois líderes poderia inviabilizar as negociações e provocar nova escalada do conflito. O objetivo era evitar que a operação frustrasse o diálogo diplomático.

Ao longo da guerra, voltadas para a liderança iraniana, as ações mencionadas incluíram servirem de foco para enfraquecer o regime, segundo relatos de autoridades. Com o avanço das negociações, o risco de morte dos dois passou a ameaçar a continuidade do acordo.

Esfera regional e estratégias

Durante o período, Washington mobilizou contatos no Oriente Médio para alertar Teerã. O objetivo era reduzir chances de uma ofensiva que prejudicasse as tratativas entre EUA, Irã e outros parceiros regionais. A tensão entre aliados ficou evidente na mudança de tom sobre a possibilidade de eliminação de interlocutores iranianos.

Desenvolvimento das negociações

Em abril, foi firmado um cessar-fogo inicial de duas semanas. O acordo recebeu apoio protocolar de Israel e gerou críticas internas no país. Governantes israelenses apontaram que a trégua interrompia a ofensiva antes de alcançar objetivos militares próprios.

Avaliações sobre o impacto do cessar-fogo

Para Israel, o acordo não reduziu de forma decisiva o programa de mísseis iraniano nem derrubou o regime. Havia ainda o temor de que o entendimento permitisse ao Irã reter recursos para reconstrução sem limitar significativamente seu programa nuclear.

Avanço diplomático

Apesar das divergências, Araghchi e Ghalibaf permaneceram à frente das negociações com os EUA e outros países. Em junho, ocorreu um acordo preliminar que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e abriu espaço para futuras conversas sobre o programa nuclear.

Reação e informações oficiais

A Embaixada de Israel em Washington não comentou o assunto. Um funcionário americano afirmou que as negociações continuavam, destacando encontros entre o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e representantes iranianos no Catar. O hegemônio norte-americano ressaltou o desejo de manter o andamento das tratativas.

Eventos envolvendo os interlocutores iranianos

Ghalibaf teria escapado duas vezes de ataques: uma durante a guerra de 12 dias no ano anterior e outra em novo conflito recente, quando Israel bombardeara um bunker onde líderes iranianos participavam de reunião secreta. Em ambas situações, ele foi retirado com vida.

Viagens e medidas de segurança

Durante as tratativas, o Irã reforçou a proteção de seus representantes. Em abril, Araghchi viajou ao Paquistão para encontro com o vice-presidente americano. Autoridades iranianas demandaram garantias de que Israel não atentaria contra a delegação, mediadas por Catar e Paquistão.

Fluxo final das negociações

No fim de maio, Araghchi e Ghalibaf viajaram ao Catar para novas negociações. Em junho, estiveram na Suíça para uma segunda rodada presencial com a delegação americana liderada por JD Vance, em meio a avanços que viam a possibilidade de acordo entre as partes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais