- Os Estados Unidos temiam que Israel planejava matar Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, durante as negociações com Teerã, e pediram que países da região alertassem o Irã.
- A preocupação ganhou peso após o início das negociações de cessar-fogo em abril, com o objetivo de evitar que um ataque inviabilizasse as tratativas e provocasse nova escalada.
- Autoridades americanas disseram que, no auge da guerra, Araghchi e Ghalibaf poderiam ser alvos legítimos, mas que a morte de ambos encerraria qualquer acordo e reacenderia os confrontos.
- Em junho, Washington e Teerã chegaram a um acordo preliminar que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece bases para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano.
- A Embaixada de Israel não comentou o assunto; fontes americanas destacaram que as conversas continuaram e que o presidente dos EUA quer que o processo de paz siga o curso.
O governo dos Estados Unidos temeu que Israel pretendesse matar dois diplomatas iranianos durante as negociações de paz com Teerã. Autoridades americanas atuais e ex-integrantes do governo afirmam que Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, eram alvo potencial. Washington chegou a pedir que aliados da região alertassem o Irã.
A preocupação aumentou com o início das tratativas de cessar-fogo, em abril. Estados Unidos consideraram que um ataque contra os dois líderes poderia inviabilizar as negociações e provocar nova escalada do conflito. O objetivo era evitar que a operação frustrasse o diálogo diplomático.
Ao longo da guerra, voltadas para a liderança iraniana, as ações mencionadas incluíram servirem de foco para enfraquecer o regime, segundo relatos de autoridades. Com o avanço das negociações, o risco de morte dos dois passou a ameaçar a continuidade do acordo.
Esfera regional e estratégias
Durante o período, Washington mobilizou contatos no Oriente Médio para alertar Teerã. O objetivo era reduzir chances de uma ofensiva que prejudicasse as tratativas entre EUA, Irã e outros parceiros regionais. A tensão entre aliados ficou evidente na mudança de tom sobre a possibilidade de eliminação de interlocutores iranianos.
Desenvolvimento das negociações
Em abril, foi firmado um cessar-fogo inicial de duas semanas. O acordo recebeu apoio protocolar de Israel e gerou críticas internas no país. Governantes israelenses apontaram que a trégua interrompia a ofensiva antes de alcançar objetivos militares próprios.
Avaliações sobre o impacto do cessar-fogo
Para Israel, o acordo não reduziu de forma decisiva o programa de mísseis iraniano nem derrubou o regime. Havia ainda o temor de que o entendimento permitisse ao Irã reter recursos para reconstrução sem limitar significativamente seu programa nuclear.
Avanço diplomático
Apesar das divergências, Araghchi e Ghalibaf permaneceram à frente das negociações com os EUA e outros países. Em junho, ocorreu um acordo preliminar que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e abriu espaço para futuras conversas sobre o programa nuclear.
Reação e informações oficiais
A Embaixada de Israel em Washington não comentou o assunto. Um funcionário americano afirmou que as negociações continuavam, destacando encontros entre o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e representantes iranianos no Catar. O hegemônio norte-americano ressaltou o desejo de manter o andamento das tratativas.
Eventos envolvendo os interlocutores iranianos
Ghalibaf teria escapado duas vezes de ataques: uma durante a guerra de 12 dias no ano anterior e outra em novo conflito recente, quando Israel bombardeara um bunker onde líderes iranianos participavam de reunião secreta. Em ambas situações, ele foi retirado com vida.
Viagens e medidas de segurança
Durante as tratativas, o Irã reforçou a proteção de seus representantes. Em abril, Araghchi viajou ao Paquistão para encontro com o vice-presidente americano. Autoridades iranianas demandaram garantias de que Israel não atentaria contra a delegação, mediadas por Catar e Paquistão.
Fluxo final das negociações
No fim de maio, Araghchi e Ghalibaf viajaram ao Catar para novas negociações. Em junho, estiveram na Suíça para uma segunda rodada presencial com a delegação americana liderada por JD Vance, em meio a avanços que viam a possibilidade de acordo entre as partes.
Entre na conversa da comunidade