- O total de mortes confirmadas por terremotos na Venezuela subiu para duas mil seiscentos e quarenta e cinco, com acréscimo de cinquenta óbitos em vinte e quatro horas.
- O estado de La Guaira, próximo a Caracas, é o mais afetado pelos tremores ocorridos no último dia 24.
- Nove dias após a tragédia, equipes locais e internacionais seguem nas buscas; na quinta-feira houve o resgate de um sobrevivente, mas na sexta não houve novas notícias desse tipo.
- A ONU informou que compra dez mil sacos para armazenamento de cadáveres e o Programa Mundial de Alimentos busca cinquenta milhões de dólares para ajudar cerca de meio milhão de pessoas nos próximos três meses.
- A Organização Mundial da Saúde alerta para risco de epidemias diante da crise humanitária; 27 países enviaram equipes e cães farejadores, e os prejuízos estimados chegam a 6,7 bilhões de dólares (cerca de 34,8 bilhões de reais), equivalentes a seis por cento do PIB.
A Venezuela confirmou que o número de mortes provocadas pelos terremotos chegou a 2.645, nove dias após os tremores que atingiram várias regiões do país. O novo balanço, divulgado nesta sexta-feira, aponta ainda mais de 12 mil feridos e milhares de desalojados.
O estado de La Guaira, vizinho a Caracas, é o mais atingado pelos abalos da última sexta-feira. Local de forte atuação de equipes de resgate, o território concentra os esforços para localizar sobreviventes entre os escombros.
Delcy Rodríguez, cargo de liderança interina, havia informado na véspera 2.595 mortos. Nesta sexta, o governo manteve o número atualizado e reiterou que as operações de busca continuam, criticadas por parte da população como lentas.
Parte dos venezuelanos vê falhas na resposta das autoridades, enquanto Delcy Rodríguez defendeu a atuação do governo e citou que equipes seguem operando nas áreas afetadas. Ela negou falhas graves sem apresentar provas, segundo relatos.
Ainda há esperanças de resgate. Nesta quinta-feira, Hernán Gil, 43, foi retirado com vida dos escombros de um prédio em La Guaira, após ficar preso na guarita por dias. Na sexta, não havia atualizações sobre novos resgates com vida.
La Guaira tem recebido maior atividade de busca e remoção de corpos, com apoio de equipes locais e internacionais. O trabalho envolve contagem de vítimas, remoção de destroços e levantamento de prioridades para assistência imediata.
Na ONU, o coordenador humanitário informou a compra de 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres, sinalizando expectativa de aumento de mortes. O órgão também pediu US$ 50 milhões para atender cerca de 500 mil pessoas nos próximos três meses.
A crise humanitária se agrava. A ONU ressaltou que quase 8 milhões de venezuelanos já dependiam de ajuda antes do desastre. Além de alimento e abrigo, cresce a preocupação com riscos de epidemias no sistema de saúde sobrecarregado.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que a situação exige vigilância para evitar surtos de doenças infecciosas, frente ao aumento de casos em áreas afetadas. Países parceiros seguem enviando equipes e recursos para as operações.
Estimativas oficiais apontam prejuízos dos terremotos em US$ 6,7 bilhões, ou cerca de 34,8 bilhões de reais, equivalente a 6% do PIB da Venezuela. O valor reforça a magnitude da tragédia e a necessidade de auxílio internacional.
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