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Novos dados mostram abusos a direitos humanos na mineração de transição

Novo levantamento aponta que a América do Sul lidera acusações de violações de direitos humanos associadas à mineração de minerais de transição, com 329 casos em 2025

A demonstrator stands by police blocking access to Panama’s National Assembly as people protested against a new mining contract between Canada’s First Quantum Minerals and the Panamanian government for the Cobre Panama copper mine on Oct. 20, 2023. Photo by Arnulfo Franco via Associated Press.
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  • Segundo dados do Transition Minerals Tracker, a América do Sul teve a maior quantidade de acusações de abusos relacionados à mineração de minerais de transição nos últimos quinze anos, com cerca de 36% das alegações entre 2010 e 2025.
  • Em 2025, houve 329 alegações de abuso mundial, sendo 97 na América do Sul e 100 na África, com destaque para a mineração de cobre em relação ao ano anterior.
  • Entre 2010 e 2025, Peru liderou as acusações (174), seguido pela República Democrática do Congo (151) e Chile (137).
  • Em 2025, 17% das acusações incidiam sobre abusos aos direitos de povos indígenas, incluindo consentimento prévio, livre e informando.
  • O relatório aponta 42 ataques a defensores de direitos humanos e ambientais em 2025, quase o dobro de 2024, e ressalta a necessidade de governança de minerais com proteção de direitos.

A nova atualização do Transition Minerals Tracker, da Business & Human Rights Resource Centre, aponta aumento de abusos aos direitos humanos ligados à mineração de minerais de transição. O estudo analisa nove minerais-chave, como bauxita, cobre, lítio e cobalto, em busca de padrões globais. Em 2025, foram registradas 329 acusações de abuso, ante 156 em 2024.

Globalmente, a América do Sul concentrou 36% das acusações entre 2010 e 2025. As queixas incluem violações de direitos de comunidades locais, de trabalhadores e ataques a defensores de direitos humanos e ambientais.

Principais números por região

Em 2025, África liderou com 100 acusações, um aumento de 122% frente a 2024, enquanto a América do Sul teve 97 casos naquele ano. No recorte regional, as denúncias associadas à extração de cobre somaram a maior parte das acusações na região.

Entre 2010 e 2025, Peru registrou o maior total de acusações (174), seguido pela República Democrática do Congo (151) e Chile (137). A tendência global aponta degradação ambiental associada à mineração, além de conflitos entre indústria e comunidades.

No período 2010-2025, a América do Sul registrou o maior volume de denúncias, com łą escoltas associadas a direitos indígenas. Em 2025, muitos casos envolveram danos a terras indígenas e consentimento informado prévio.

A pesquisadora Blanca Racionero Gomez, da BHRRC, afirma que os dados revelam custos de conflitos, com atrasos e suspensões de projetos. Ela destaca a necessidade de governança de minerais orientada por direitos humanos.

Especialistas recomendam proteção robusta de direitos humanos nas operações, com participação efetiva das comunidades, avaliação de impactos e mecanismos de reparação para prejuízos, visando cadeias de suprimento mais estáveis.

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