- Os EUA alertaram o Irã de que Israel planejava assassinar negociadores iranianos durante as tratativas de um acordo de paz provisório para a guerra, segundo o The New York Times.
- Entre os alvos destacados estavam Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano.
- O objetivo, segundo a reportagem, seria comprometer as negociações e impedir o fechamento de um acordo.
- O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou a alegação e classificou a informação como falsa.
- A crise ocorre em meio a um cessar-fogo instável e a tensões diplomáticas, com o Irã recentemente alertando sobre ataques durante o funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei.
O governo dos Estados Unidos alertou o Irã de que Israel planejava assassinar negociadores iranianos durante as tratativas de um acordo de paz provisório para a guerra. A informação foi publicada pelo The New York Times na quinta-feira, 2 de julho de 2026. Entre os alvos estariam Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento.
Segundo o NYT, a ameaça seria relevante porque poderia inviabilizar as negociações em curso entre as partes. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou as alegações, qualificando-as como falsas. Não houve confirmação oficial de autoridades iranianas ou israelenses até o momento.
Contexto do conflito
O conflito entre Irã, Israel e potências ocidentais começou em fevereiro de 2026, com ataques aéreos realizados por Israel e pelos Estados Unidos. O Irã respondeu com ataques a bases americanas e fechou o estreito de Ormuz, elevando o risco de interrupções no abastecimento global de petróleo.
Desdobramentos recentes
Em junho de 2026, após mais de três meses de guerra, foi assinado o Memorando de Islamabad, previsto para facilitar um cessar-fogo e o levantamento de restrições financeiras dos EUA ao Irã, além de tratar do programa nuclear iraniano. Novos ataques via drones e mísseis ocorreram entre 25 e 28 de junho, mantendo o conflito ativo.
Situação atual
A situação permanece com cessar-fogo instável, violações ocasionais e tensões diplomáticas entre as partes. Nesta semana, começou uma nova fase de tensão em torno de cerimônias ligadas ao falecimento do aiatolá Ali Khamenei. Durante esse período, o Irã alertou sobre possíveis ataques entre 4 e 9 de julho.
Fontes e crediamento
Reportagem do The New York Times serve como base para o relato sobre o suposto plano de atentado. O diálogo entre EUA, Irã e Israel continua envolve análise de riscos e impactos nas negociações em curso. Não foram fornecidos detalhes adicionais por autoridades oficiais no momento.
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