- Mais de oito centenas de sismos foram registrados desde 24 de junho na Venezuela, a maioria com magnitude inferior a quatro.
- O USGS alerta que deslizamentos de terra podem ocorrer por anos, com áreas próximas a rios ou grandes acumulações de água em risco. A NASA aponta danos a quase cinquenta e nove mil edifícios.
- Os terremotos gêmeos de magnitudes sete,2 e sete,5 foram os mais fortes deste século no país.
- O número de mortos chegou a 2.954, com mais de dezesseis mil feridos e estima-se que haja mais de cinquenta mil desaparecidos segundo a ONU.
- Autoridades analisam as estruturas habitacionais e preparam comissões para avaliação e reconstrução, sem detalhes de cronograma.
A Venezuela registrou mais de 804 sismos desde o dia 24 de junho, após dois terremotos gêmeos de magnitudes 7,2 e 7,5. A contagem é da Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas e foi atualizada até a manhã de sexta-feira.
A maioria dos tremores foi de magnitude inferior a 4, pouco perceptível pela população. Especialistas explicam que réplicas são comuns após o epicentro principal, especialmente em zonas de fronteira entre placas tectônicas.
O território venezuelano continua sob observação de organizações internacionais. O USGS alerta para deslizamentos de terra que podem persistir por anos, principalmente em áreas próximas a rios ou acúmulos de água.
Impactos e desdobramentos
A NASA estima danos relevantes em edificações, com quase 59 mil estruturas possivelmente afetadas. Deslizamentos e alterações de encosta aumentam a vulnerabilidade de novas construções na região.
O país enfrenta um cenário de perdas humanas e sociais. O regime indica quase 3 mil mortos, mais de 16 mil feridos e um número superior a 50 mil desparecidos, conforme avaliação da ONU. Equipes de resgate seguem vasculhando destroços.
Especialistas ressaltam a necessidade de auditorias técnicas em habitações públicas e de planos de reconstrução. A liderança venezuelana informou a criação de uma comissão para avaliar estruturas danificadas, sem detalhar prazos.
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