- O Sabelucha, antigo café do Bexiga conhecido por fotos e bandeiras de Lula e do PT, voltou a funcionar sem envolvimento político explícito.
- Com a morte de Segismundo Bruno, em 2020, Cristiana Novaes Silva e o marido assumiram o espaço, alugando o ponto da Cantina e Pizzaria 13 de Maio.
- A gestão preserva a memória de Bruno, com um memorial de fotos na parede e a intenção de manter o clima do local.
- A prefeitura inaugurou duas bibliotecas na mesma região, ambas com o nome Segismundo Bruno, uma voltada à literatura infantil e outra na Canhota Mercearia.
- A Canhota Mercearia manteve a linha política de esquerda, vendendo itens de pequenos produtores e camisetas, mantendo o espírito do antigo Sabelucha.
O café Sabelucha, conhecido no Bexiga por bandeiras, fotos e mensagens políticas, reabre sem envolvimento com a política. O espaço funciona com nova gestão após a morte do antigo proprietário, Segismundo Bruno, em 2020.
Cristiana Novaes Silva e o marido, Manoel de Jesus, assumiram o ponto ao lado do café 13 de Maio. Eles alugam o espaço, mantendo o prédio sob a propriedade da família. A mudança preserva memórias de Bruno sem adotar o branding político anterior.
A casa não apenas volta a funcionar, como mantém um espaço de memória. Em uma das paredes, fotos de Bruno formam um memorial aos visitantes que lembram do antigo dono e de sua ligação com o bairro.
Novas iniciativas no entorno
Sob a orientação atual, o bairro recebe duas bibliotecas batizadas em homenagem a Segismundo Bruno. A primeira fica na Biblioteca Segismundo Bruno, ao lado da livraria Faz de Conta e da sede da editora Ozé. Um espaço dedicado à literatura infantil.
Outra biblioteca, com o selo Sabelucha, funciona nos fundos da Canhota Mercearia, no 772. O local exibe uma placa educativa com foco político, mantendo a memória do antigo proprietário.
Canhota Mercearia e continuação da atuação política
A Canhota Mercearia, próxima ao Sabelucha, adota um posicionamento de esquerda com produtos de produtores locais. Camisetas, canecas e itens com imagens de Lula e símbolos do MST compõem a oferta, sem abrir mão de itens orgânicos.
O proprietário Carlos Milhomem ressalta que o negócio evita produtos de grandes empresas. O café é servido em xícaras herdadas do antigo café, mantendo traços da memória local. A relação com a família de Bruno facilita a transição.
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