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Moro critica relatório do CNJ sobre Lava Jato, diz não ter base em fatos

CNJ aponta gestão caótica no controle de valores de acordos da Lava Jato; há possível conluio entre MPF e juízes da 13ª Vara Federal.

Sergio Moro foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ganhou projeção nacional depois de ser responsável pelos processos da Lava Jato em 1ª instância
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  • CNJ publicou relatório parcial sobre a 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, feito pelo ministro Luis Felipe Salomão (STJ).
  • O documento aponta gestão caótica no controle de valores de acordos de leniência e de colaboração premiada homologados pela vara.
  • O relatório aponta possível conluio entre juízes e membros do Ministério Público Federal para permitir que a Petrobras pagasse acordos no exterior com retorno ao MPF.
  • Passos do que é descrito no relatório: empresas firmavam acordos de leniência com pagamentos em contas judiciais para ressarcimento à Petrobras; repasses eram autorizados sem crivo técnico; ausência de informações nas decisões sugeriria conluio; valores retornavam ao MPF após acordo com a força-tarefa.
  • A Lava Jato teve como marco delações de doleiros e ex-diretores da Petrobras, ampliando a proporção da investigação.

Na sexta-feira (15.set) o CNJ divulgou o relatório parcial da auditoria realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos demais desdobramentos da Lava Jato. O documento, assinado pelo ministro Luis Felipe Salomão, traz diagnóstico sobre a gestão do tribunal nesse volume de processos.

O relatório aponta uma gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de leniência firmados com o Ministério Público Federal e homologados pela 13ª Vara. A Lava Jato teve como marco as delações de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que ampliaram a investigação após suspeitas de operações de lavagem de dinheiro.

O estudo descreve um conjunto de etapas identificadas pela auditoria: empresas que firmaram acordos de leniência realizavam pagamentos em contas judiciais com o objetivo de ressarcimento à Petrobras; repasses à estatal eram autorizados por juízes da vara sem controle técnico adequado; pela falta de informações nas decisões, a auditoria indica possível conluio entre MPF e magistrados; após recebimento, a Petrobras formalizava acordo com a força-tarefa, o que poderia fazer o montante retornar ao MPF.

Pontos-chave do relatório

  • Movimentações associadas a acordos de colaboração e de leniência aparecem sem trilhas de fiscalização completas;
  • A falta de parâmetros nas decisões difíceis dificultou o acompanhamento dos recursos;
  • As etapas descritas sugerem um fluxo em que valores retornavam ao Ministério Público Federal por meio de acordos com a Petrobras;
  • O CNJ ressalta a necessidade de medidas corretivas para evitar repetição de falhas na governança da vara.

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