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Senado aprova projeto que amplia cotas raciais em concursos para 30%

Senado aprova PL que amplia cotas de 20% para 30% para pretos, pardos, indígenas e quilombolas em concursos federais; vai à Câmara com revisão a cada dez anos

Na foto, o plenário do Senado
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  • Senado aprovou o Projeto de Lei 1.958 de 2021, que aumenta de 20% para 30% a reserva de vagas em concursos públicos federais para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
  • A proposta segue para a Câmara dos Deputados após votação simbólica; prevê revisão das cotas a cada dez anos e vale apenas para concursos com pelo menos duas vagas.
  • O relator Humberto Costa incluiu procedimento de confirmação da autodeclaração para a aplicação das cotas; o Executivo fica responsável pela revisão periódica.
  • A medida é relevante para o Concurso Nacional Unificado (Enem dos Concursos); o certame foi adiado por causa de chuvas no Rio Grande do Sul, sem nova data definida.
  • A oposição criticou o projeto, enquanto a ministra Anielle Franco comemorou a aprovação no plenário.

O Senado aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 1.958/2021, que amplia de 20% para 30% a reserva de vagas em concursos públicos federais para pretos, pardos, indígenas e quilombolas. A decisão ocorreu por votação simbólica e o texto segue para a Câmara dos Deputados.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 8 de maio de 2023. Originalmente, deveria seguir em caráter terminativo, mas foi levado ao plenário por requerimento do senador Flávio Bolsonaro. O relator é Humberto Costa.

O PL estabelece revisão da reserva a cada 10 anos, sob responsabilidade do Executivo, e condiciona a aplicação da reserva a concursos com 2 ou mais vagas. Além disso, prevê confirmação da autodeclaração dos candidatos para a aplicação das cotas.

O governo pretende ter a regra em vigor para o Concurso Nacional Unificado, conhecido como Enem dos Concursos. O certame foi adiado recentemente por causa de calamidade no Rio Grande do Sul; nova data ainda não foi definida.

Afoi divulgado que a oposição manisfestou resistência à medida, adotando postura de obstrução na análise do texto. Parlamentares manifestaram divergências sobre a política de ações afirmativas e sua condução.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, esteve no plenário para acompanhar a aprovação ao lado do relator. Franco destacou a importância da medida para ampliar oportunidades de grupos historicamente marginalizados.

Contexto e tramitação

A proposta trata de ampliar cotas para instituições federais e prevê revisão periódica, com base em critérios oficiais. O objetivo é abrir espaço para uma participação maior de minorias nas vagas de concursos.

Impactos e críticas

Especialistas destacam a necessidade de compatibilizar o crescimento das cotas com a avaliação de mérito e a eficiência dos concursos. A discussão envolve efeitos para a seleção de quadros federais e o alcance de políticas de inclusão.

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