- Lula esteve no Amazonas e anunciou a retomada das obras da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho.
- A BR-319, conhecida como a “rodovia da lama”, espera asfalto há cinquenta e dois anos; as obras começaram em sessenta e oito, foram inauguradas em setenta e dois e parte foi asfaltada em dois mil.
- O governo diz que a retomada da obra vem acompanhada de medidas para evitar desmatamento e grilagem nas áreas próximas, em acordo com o governador Wilson Lima.
- Lula rebateu críticas à ministra Marina Silva, afirmando que é preciso parar com a narrativa de que ela não quer a BR-319.
- A licença ambiental para pavimentação foi suspensa pela Justiça em vinte e cinco de julho de dois mil e vinte e quatro, o que pode atrasar o cronograma, com início da obra estimado em até um ano e meio a dois anos após uma licença definitiva.
Lula visitou o Amazonas para anunciar a retomada das obras da BR-319, a rodovia que liga Manaus a Porto Velho. A confirmação ocorreu durante visita a uma comunidade indígena kainã em Manaquiri, no interior do estado, onde o presidente destacou medidas de combate à seca. O objetivo é cumprir um compromisso com o governo local e ampliar a infraestrutura da região.
O governo federal informou que a retomada da BR-319 terá como prioridade evitar desmatamento e grilagem de terras nas áreas próximas à estrada. A iniciativa acontece em um momento de vulnerabilidade climática e de secas prolongadas, que afetam a região amazônica e o equilíbrio ambiental.
A BR-319 ficou conhecida como a “rodovia da lama” por décadas de obras incompletas e dificuldades técnicas. A estrada, que interliga Manaus a Porto Velho, tem estado sob disputas judiciais e ambientais que complicam o cronograma do governo.
Histórico e entraves
A construção da BR-319 teve início em 1968 e foi inaugurada em 1972, ainda no regime militar. Em 2001, parte da rodovia foi asfaltada, mas a ligação não foi concluída em sua totalidade. Em 2022, o Ibama emitiu licença prévia para a obra.
Em 25 de julho de 2024, a Justiça do Amazonas suspendeu a licença, gerando incerteza sobre o cronograma do governo Lula. A administração federal sustenta que obter uma licença definitiva até o fim de 2025 seria um marco.
Perspectivas e prazos
Caso a licença definitiva seja assegurada até o final de 2025, o governo estima um prazo adicional de cerca de 1,5 ano para iniciar a pavimentação, seguido de aproximadamente 2 anos para concluir o asfaltamento. A agenda depende de decisões judiciais e de aspectos ambientais.
A visita presidencial ao Amazonas ocorre em meio a ações federais para ampliar infraestrutura e reduzir efeitos da seca, com foco em obras que conectem regiões isoladas ao restante do país.
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