Novas e graves acusações de abuso sexual contra o renomado autor britânico Neil Gaiman, de 64 anos, foram reveladas em uma reportagem da New York Magazine publicada nesta segunda-feira, 13. A matéria, apurada pela jornalista Lila Shapiro, traz relatos de pelo menos oito mulheres que alegam ter sido vítimas de comportamentos coercitivos, assédio e agressões […]
Novas e graves acusações de abuso sexual contra o renomado autor britânico Neil Gaiman, de 64 anos, foram reveladas em uma reportagem da New York Magazine publicada nesta segunda-feira, 13. A matéria, apurada pela jornalista Lila Shapiro, traz relatos de pelo menos oito mulheres que alegam ter sido vítimas de comportamentos coercitivos, assédio e agressões sexuais ao longo de quatro décadas. As denúncias incluem práticas de dominação sexual não consensuais, muitas vezes em contextos que envolvem exploração de poder e vulnerabilidade.
As acusações contra Gaiman começaram a surgir em julho de 2024, quando um podcast chamado “Master” expôs relatos de mulheres que tiveram experiências traumáticas com o autor. Os relatos mais impactantes vêm de Scarlett Pavlovich, ex-babá do filho de Gaiman, que descreveu episódios de abuso, incluindo tentativas de sexo anal forçado e o uso de manteiga como lubrificante. Outra mulher, Kendra Stout, afirmou que Gaiman a agrediu durante relações sexuais, exigindo que a chamasse de “mestre” e ignorando seus limites.
Os representantes de Gaiman negaram as acusações, afirmando que todas as relações foram consensuais e que o BDSM, que envolve práticas de dominação e submissão, é legal entre adultos que consentem. No entanto, as vítimas alegam que o consentimento nunca foi discutido adequadamente e que Gaiman frequentemente desrespeitava suas súplicas. Além disso, algumas mulheres relataram ter recebido compensações financeiras para silenciar suas experiências, levantando questões sobre acordos de confidencialidade.
Desde o surgimento das denúncias, diversos projetos relacionados a Gaiman foram cancelados ou suspensos, incluindo a terceira temporada de “Good Omens”, que agora será reduzida a um único episódio. A Netflix também não se manifestou sobre as acusações, embora continue a produzir a segunda temporada de “The Sandman”. As alegações contra Gaiman têm gerado comparações com o caso de Harvey Weinstein, levantando discussões sobre a resposta da indústria literária e de entretenimento a comportamentos abusivos.
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