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Moraes nega pedido de Bolsonaro para ir à posse de Trump e destaca risco de fuga

- O ex-presidente Jair Bolsonaro teve seu passaporte apreendido em fevereiro de 2024, em investigação sobre tentativa de golpe de Estado. - O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de Bolsonaro para participar da posse de Donald Trump, alegando risco de fuga e falta de interesse público. - A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou contra a viagem, destacando que atende a interesses privados do ex-presidente. - Bolsonaro já fez quatro tentativas de reaver seu passaporte, todas negadas, e sua defesa planeja recorrer da decisão. - A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, representará o ex-presidente na cerimônia, marcada para 20 de janeiro.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um argumento forte contra a autorização de sua viagem aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, marcada para 20 de janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é quem decidirá sobre o pedido, que foi […]

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um argumento forte contra a autorização de sua viagem aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, marcada para 20 de janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é quem decidirá sobre o pedido, que foi negado anteriormente devido à apreensão do passaporte de Bolsonaro em fevereiro de 2024, em meio a investigações sobre uma suposta trama golpista. A PGR argumentou que o interesse público em manter a restrição de saída do país deve prevalecer sobre o desejo privado do ex-presidente de assistir à cerimônia.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que a viagem não apresenta um interesse público que justifique a devolução do passaporte, enfatizando que a presença de Bolsonaro na posse de Trump não confere status de representação oficial do Brasil. A defesa do ex-presidente alegou que o convite para a cerimônia é de grande importância, mas a PGR considerou que não há evidências de que a viagem atenderia a um interesse vital de Bolsonaro, que está sob investigação por sua suposta participação em um plano de golpe de Estado.

Moraes, ao negar o pedido, também mencionou o risco de fuga do ex-presidente, citando declarações anteriores de Bolsonaro que sugerem apoio à evasão de condenados. O ex-presidente já tentou reaver seu passaporte em outras três ocasiões sem sucesso. A decisão de Moraes foi recebida com descontentamento por parte de Bolsonaro, que se declarou perseguido politicamente e afirmou que sua esposa, Michelle, representará sua presença na cerimônia.

Parlamentares bolsonaristas, por sua vez, planejam comparecer à posse de Trump, mas sem apoio financeiro da Câmara dos Deputados. A comitiva, organizada por Eduardo Bolsonaro, inclui diversos deputados que viajarão por conta própria. A situação de Bolsonaro continua a ser monitorada, e a expectativa é que a PGR finalize suas investigações em breve, o que pode impactar ainda mais a situação do ex-presidente.

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