O general da reserva Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), negou, em manifestação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (20), as acusações de envolvimento em um suposto golpe de Estado em 2022. Ele afirmou que não concordou com o plano apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que a Polícia Federal […]
O general da reserva Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), negou, em manifestação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (20), as acusações de envolvimento em um suposto golpe de Estado em 2022. Ele afirmou que não concordou com o plano apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que a Polícia Federal (PF) não apresentou provas concretas de sua suposta anuência. A defesa considera o indiciamento “infundado e genérico”, destacando que Theophilo manteve “irrestrita confiança” no ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, que rejeitou o plano golpista.
De acordo com a PF, Theophilo teria colocado as tropas à disposição de Bolsonaro após uma reunião no Palácio da Alvorada em dezembro de 2022. No entanto, o general argumenta que Bolsonaro “nada lhe propôs” sobre um plano golpista, limitando-se a expressar descontentamentos. Ele também ressaltou que, se tivesse concordado com o golpe, teria rompido relações com Freire Gomes, que se opôs à proposta de Bolsonaro para reverter o resultado das eleições.
A defesa de Theophilo enfatiza que ele continuou no cargo até a passagem de comando para o general Tomás Paiva, em janeiro de 2023, e recebeu um “elogio honroso” do atual comandante. Freire Gomes, em depoimento à PF, afirmou que não ordenou a reunião de Theophilo com Bolsonaro e expressou desconforto com a convocação, mas, posteriormente, declarou confiança na lealdade do general.
A investigação da PF aponta que a adesão de Theophilo seria crucial para a execução do golpe, que incluía planos de prisão e assassinato de figuras políticas, como o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula. Apesar das acusações, Theophilo nega qualquer envolvimento e afirma que sua conduta foi sempre legal e em conformidade com as diretrizes do Exército.
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