A governadora de Nova York, Kathy Hochul, propôs uma legislação para proibir o uso de telefones celulares nas salas de aula das escolas públicas, visando criar um “ambiente de aprendizado livre de distrações”. A proposta, que precisa da aprovação do legislativo estadual, inclui US$ 13,5 milhões no orçamento para ajudar os distritos escolares a implementar […]
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, propôs uma legislação para proibir o uso de telefones celulares nas salas de aula das escolas públicas, visando criar um “ambiente de aprendizado livre de distrações”. A proposta, que precisa da aprovação do legislativo estadual, inclui US$ 13,5 milhões no orçamento para ajudar os distritos escolares a implementar a medida. Se aprovada, a lei exigirá que todos os distritos e escolas charter adotem políticas de proibição até 1º de agosto.
A legislação permitirá isenções para uso educacional, médico, de tradução e emergência, além de exigir que as escolas ofereçam um método para que os pais possam contatar os alunos quando necessário. O orçamento será utilizado para reembolsar as escolas pelos custos de implementação, como a compra de materiais para bloquear os celulares durante o horário escolar. A proibição afetará aproximadamente 2,5 milhões de alunos nas 4.400 escolas públicas do estado.
Hochul, que já havia proposto a proibição no ano anterior, argumenta que a medida visa abordar preocupações com a saúde mental e o desempenho acadêmico relacionados ao uso excessivo de telas. Uma pesquisa do Pew Research Center revelou que cerca de 70% dos professores do ensino médio consideram a distração causada pelos celulares um grande problema em suas salas de aula. A governadora destacou que a iniciativa busca libertar os jovens da influência dos dispositivos móveis.
A proposta conta com o apoio de 60% dos eleitores do estado, segundo uma pesquisa do Siena College. Outros estados, como Nova Jersey e Califórnia, também estão considerando legislações semelhantes para restringir o uso de smartphones nas escolas, refletindo um crescente debate sobre os impactos na saúde mental e na interação social dos alunos.
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