A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o TikTok para a remoção de um vídeo manipulado que atribuía ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarações falsas sobre “taxação de pobres”. A notificação, enviada na noite de segunda-feira, resultou na exclusão do conteúdo na manhã seguinte. A AGU destacou que o vídeo, alterado por inteligência artificial, apresentava […]
A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o TikTok para a remoção de um vídeo manipulado que atribuía ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarações falsas sobre “taxação de pobres”. A notificação, enviada na noite de segunda-feira, resultou na exclusão do conteúdo na manhã seguinte. A AGU destacou que o vídeo, alterado por inteligência artificial, apresentava informações enganosas, configurando desinformação.
O vídeo em questão mostrava Haddad fazendo afirmações que nunca foram feitas, como a proposta de taxar os mais pobres. A AGU enfatizou que a manipulação era evidente, com alterações na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, características típicas de conteúdos gerados por deepfake. A notificação também ressaltou que a publicação já havia sido removida anteriormente, mas foi republicada pelo mesmo usuário.
Além da remoção, a AGU solicitou que, caso o TikTok não atendesse ao pedido, o vídeo fosse marcado como “gerado por inteligência artificial – conteúdo alterado ou sintético”. A postagem violava os Termos de Uso da plataforma, que proíbem desinformação e conteúdos manipulados. A AGU argumentou que a divulgação de informações falsas extrapola os limites da liberdade de expressão, configurando abuso de direito.
A situação ganhou mais atenção após a AGU notificar o Facebook sobre outro vídeo manipulado de Haddad. A Polícia Federal também foi acionada para investigar a autoria do vídeo, em resposta a um pedido do Ministério da Fazenda. O ministro Haddad gravou um vídeo verdadeiro desmentindo as afirmações falsas atribuídas a ele.
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