O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, destacou, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, que a crise climática e a expansão descontrolada da inteligência artificial (IA) são ameaças que exigem “muito mais atenção e ação globais”. Ele descreveu as mudanças climáticas como um “caos” que impacta a economia e a […]
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, destacou, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, que a crise climática e a expansão descontrolada da inteligência artificial (IA) são ameaças que exigem “muito mais atenção e ação globais”. Ele descreveu as mudanças climáticas como um “caos” que impacta a economia e a infraestrutura, e criticou a dependência de combustíveis fósseis, chamando-a de “um monstro que não poupa ninguém”. Guterres enfatizou que a energia renovável representa uma oportunidade econômica extraordinária.
Durante sua fala, Guterres condenou instituições que estão retrocedendo em compromissos climáticos, afirmando que essas ações são egoístas e que tais entidades estão “do lado errado da história”. A declaração ocorre em um contexto em que a Casa Branca anunciou que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirará o país do Acordo de Paris. Guterres também abordou os riscos da IA, que pode desestabilizar economias e aprofundar desigualdades.
O secretário-geral alertou que a tecnologia deve ser utilizada como uma ferramenta de inclusão e progresso, e que a ONU está colaborando com governos e a sociedade civil para garantir isso. Ele reiterou a importância do compromisso das empresas na luta contra o aquecimento global, pedindo que não retrocedam e que se mantenham “no lado correto da história”.
Guterres finalizou seu discurso ressaltando que a governança global está mal preparada para enfrentar os desafios atuais, que incluem tensões geopolíticas e desigualdades crescentes. Ele enfatizou a necessidade de uma abordagem cooperativa para lidar com a crise climática e a governança da inteligência artificial, considerando ambas como ameaças existenciais.
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