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Mendonça estabelece prazo de 15 dias para Haddad responder queixa de Flávio Bolsonaro

- O senador Flávio Bolsonaro processou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por calúnia. - O STF deu 15 dias para Haddad se manifestar sobre a queixa-crime apresentada. - Flávio alega perseguição política e defende que já foi inocentado pelo TJ-RJ. - Haddad citou movimentações financeiras suspeitas de Flávio em suas declarações. - O caso será encaminhado à Procuradoria-Geral da República após a resposta de Haddad.

O ministro André Mendonça, do STF, estabeleceu um prazo de 15 dias para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifeste sobre a queixa-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador acusa Haddad de calúnia, injúria e difamação após o ministro mencionar que Flávio teria adquirido imóveis com dinheiro de “rachadinha”. A manifestação […]

O ministro André Mendonça, do STF, estabeleceu um prazo de 15 dias para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifeste sobre a queixa-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador acusa Haddad de calúnia, injúria e difamação após o ministro mencionar que Flávio teria adquirido imóveis com dinheiro de “rachadinha”. A manifestação de Haddad ocorreu no dia 15 de janeiro, quando ele criticou Flávio ao revogar normas de fiscalização da Receita Federal, ressaltando que o senador foi “pego” pela Receita.

Flávio Bolsonaro, que já enfrentou denúncias de organização criminosa e lavagem de dinheiro, argumenta que as acusações são parte de uma perseguição política. Ele anexou um vídeo das declarações de Haddad à queixa-crime. O ministro da Fazenda, em sua fala, destacou que a Receita identificou uma “movimentação absurda” nas contas de Flávio, que, segundo ele, não pode se indignar com o trabalho da Receita, dado seu histórico.

O caso das “rachadinhas” remonta a um relatório de 2018 que apontou movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. O Ministério Público denunciou Flávio e outros por crimes relacionados, mas em 2021, o STJ anulou decisões anteriores, alegando que o senador tinha direito a foro privilegiado. O MP-RJ busca retomar as investigações, argumentando que a decisão do TJ-RJ violou o devido processo legal.

Atualmente, após o prazo dado a Haddad, os autos serão enviados à Procuradoria-Geral da República para análise. O desdobramento desse caso pode impactar tanto a imagem de Flávio Bolsonaro quanto a atuação do governo em relação à fiscalização financeira.

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