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Bispa Mariann Budde desafia Trump e pede misericórdia para imigrantes e LGBTQIA+

- A bispa Mariann Edgar Budde pediu misericórdia a Trump durante culto de posse. - Trump respondeu chamando Budde de "esquerdista radical" e exigiu desculpas. - Budde destacou o medo de imigrantes e da comunidade LGBTQIA+ em seu sermão. - A bispa, primeira mulher a liderar a diocese de Washington, é crítica de Trump. - Reações ao sermão polarizaram opiniões, com apoio e ataques de aliados de Trump.

A bispa de Washington, Mariann Edgar Budde, gerou polêmica ao fazer um apelo por misericórdia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um culto na Catedral Nacional, realizado em 21 de janeiro de 2024. Em seu sermão, Budde pediu que Trump mostrasse compaixão por imigrantes e pela comunidade LGBTQIA+, mencionando o medo que muitos […]

A bispa de Washington, Mariann Edgar Budde, gerou polêmica ao fazer um apelo por misericórdia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um culto na Catedral Nacional, realizado em 21 de janeiro de 2024. Em seu sermão, Budde pediu que Trump mostrasse compaixão por imigrantes e pela comunidade LGBTQIA+, mencionando o medo que muitos sentem em relação às políticas do novo governo. Trump, que estava presente, não escondeu seu descontentamento e, em uma postagem na rede social Truth Social, chamou a bispa de “radical de esquerda” e exigiu que ela se desculpasse.

Após o sermão, Trump declarou que o culto não foi “muito emocionante” e criticou Budde por não abordar o que chamou de crimes cometidos por imigrantes. A bispa, por sua vez, afirmou que sua intenção era lembrar a humanidade das pessoas vulneráveis e que a maioria dos imigrantes não é criminosa. Ela também destacou que muitos imigrantes são trabalhadores essenciais em diversas áreas, como agricultura e serviços, e que merecem respeito e dignidade.

A repercussão do discurso de Budde foi intensa, com reações tanto de apoiadores quanto de críticos de Trump. O bilionário Elon Musk e o deputado republicano Mike Collins também se manifestaram contra a bispa, enquanto líderes religiosos e progressistas a apoiaram. Budde, que se tornou a primeira mulher a liderar a diocese episcopal de Washington em 2011, tem um histórico de críticas ao ex-presidente, incluindo um artigo de opinião em 2020, onde expressou indignação pelo uso da Bíblia em um evento político.

A bispa, que se mantém afastada das redes sociais devido ao ataque que vem recebendo, reafirmou que não se considera inimiga de Trump e que continuará a orar por ele. Em suas declarações, ela enfatizou a importância da unidade e da compaixão, ressaltando que todos têm o dever de cuidar dos mais vulneráveis em suas comunidades.

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