A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), marcada para a primeira semana de fevereiro, pode ser crucial para a direita, que busca fortalecer sua candidatura contra o favoritismo de Eduardo Paes, do PSD, nas eleições estaduais de 2026. O governador Cláudio Castro, do PL, que deve se desincompatibilizar em […]
A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), marcada para a primeira semana de fevereiro, pode ser crucial para a direita, que busca fortalecer sua candidatura contra o favoritismo de Eduardo Paes, do PSD, nas eleições estaduais de 2026. O governador Cláudio Castro, do PL, que deve se desincompatibilizar em abril para concorrer ao Senado, está promovendo uma articulação que inclui a reconciliação com o vice-governador Thiago Pampolha, do MDB, após um período de desavenças. Essa movimentação política visa garantir a reeleição de Rodrigo Bacellar, do União Brasil, à presidência da Alerj.
A estratégia envolve convencer Pampolha a aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, o que permitiria a Bacellar assumir o governo em 2025 e concorrer ao Palácio Guanabara já no cargo. A relação renovada entre Castro e Pampolha é vista como essencial para unir a direita, conforme discutido em uma reunião recente com Jair Bolsonaro. Bacellar, que já se posiciona como um candidato forte, destaca a importância da união entre os partidos conservadores, afirmando que a divisão seria prejudicial.
O cientista político Ricardo Ismael aponta que a reeleição de Bacellar pode torná-lo um nome relevante na sucessão de Castro, mas ressalta a necessidade de apoio de Bolsonaro e a dificuldade de enfrentar Paes, que possui uma gestão consolidada e alianças amplas. A avaliação negativa de Castro, especialmente na segurança pública, pode impactar suas chances de sucesso nas eleições. Enquanto isso, Pampolha ainda é uma opção, mas pode aceitar a vaga no TCE como alternativa.
A disputa pelo Senado também se complica, com Flávio Bolsonaro buscando reeleição e Carlos Portinho como um forte concorrente. A análise de Carlos Minc sugere que Paes, com sua habilidade política e apoio diversificado, é um candidato difícil de ser superado. Minc também observa que a direita pode enfrentar desafios significativos, especialmente se não houver uma candidatura unificada contra Paes. A possibilidade de um candidato de terceira via no Senado é mencionada por Ismael, indicando que o cenário político no Rio de Janeiro continua dinâmico e imprevisível.
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