O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta segunda-feira, 27 de janeiro de 2024, que o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo volte a receber visitas. A suspensão do direito de visita ocorreu em dezembro, após sua irmã tentar entregar itens proibidos, como um fone de ouvido e um cartão de memória, escondidos em um […]
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta segunda-feira, 27 de janeiro de 2024, que o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo volte a receber visitas. A suspensão do direito de visita ocorreu em dezembro, após sua irmã tentar entregar itens proibidos, como um fone de ouvido e um cartão de memória, escondidos em um panetone. A decisão de Moraes atendeu a um pedido da defesa de Azevedo, que argumentou que a suspensão era desproporcional e que o militar não teve envolvimento na tentativa de entrega.
Os advogados de Azevedo solicitaram que as medidas restritivas fossem aplicadas apenas à irmã, Dhebora, que é policial civil no Ceará. Eles afirmaram que alternativas menos severas poderiam ser adotadas sem comprometer a segurança do presídio. A tentativa de entrega dos itens ocorreu em 28 de dezembro, quando o pacote foi submetido a um detector de metais e os objetos foram apreendidos, resultando na suspensão das visitas.
Azevedo está preso no Comando Militar do Planalto desde novembro de 2022, suspeito de envolvimento em um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o próprio Moraes. A Polícia Federal prendeu Azevedo e outros três integrantes das Forças Especiais em 19 de novembro de 2022, após a revelação do plano, que incluía a ideia de envenenar Lula. A investigação indicou que a operação foi desmobilizada após a sessão do STF ser encerrada mais cedo.
Dhebora, irmã de Azevedo, declarou que o fone de ouvido seria utilizado para que ele ouvisse música gospel durante os exercícios. Ela já trabalhou na Secretaria Nacional de Segurança Pública e prestou depoimento no último dia 14. A situação envolvendo Azevedo e as tentativas de assassinato de autoridades gerou grande repercussão e continua sendo investigada pela Polícia Federal.
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