O número de deputados que assinam o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 118 nesta quarta-feira, 29. A maioria dos signatários é do PL, partido de Jair Bolsonaro, mas também há apoio de deputados do MDB, União Brasil e PSD. O motivo alegado é uma suposta manobra de “pedalada […]
O número de deputados que assinam o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 118 nesta quarta-feira, 29. A maioria dos signatários é do PL, partido de Jair Bolsonaro, mas também há apoio de deputados do MDB, União Brasil e PSD. O motivo alegado é uma suposta manobra de “pedalada fiscal” relacionada ao bloqueio de R$ 6 bilhões do programa Pé-de-Meia, conforme decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). O governo busca reverter essa decisão.
Os deputados pretendem protocolar o pedido no próximo sábado, 1º, durante a escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado, marcando o início dos trabalhos de 2025. Contudo, a quantidade de assinaturas não garante que o processo avance, pois o pedido precisa ser pautado pelo presidente da Câmara. Atualmente, Lula enfrenta dezenove pedidos de impeachment, enquanto Bolsonaro teve 158 durante seu mandato, nenhum dos quais foi votado.
Para que o pedido de impeachment seja analisado, é necessária uma maioria qualificada de 342 dos 513 deputados, e, se aprovado, o processo segue para o Senado com o mesmo quórum. O fator político é crucial para a tramitação, e Lula conta com onze partidos na sua coalizão, que deve apoiar a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) no próximo sábado.
A lista de deputados signatários inclui nomes como Rodolfo Nogueira (PL-MS), Bibo Nunes (PL-RS) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), entre outros. A situação atual reflete um cenário político tenso, onde a oposição busca mobilizar forças para questionar a gestão do presidente, enquanto o governo tenta consolidar sua base e evitar a instauração de novos processos de impeachment.
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