Almudena Arpón de Mendívil Aldama, que dirigiu a IBA (International Bar Association) nos últimos dois anos, tornou-se a segunda mulher a ocupar a presidência da maior associação de advogados do mundo, que conta com mais de 80.000 juristas em 175 países. Durante seu mandato, enfrentou desafios globais significativos, como a guerra na Ucrânia e as […]
Almudena Arpón de Mendívil Aldama, que dirigiu a IBA (International Bar Association) nos últimos dois anos, tornou-se a segunda mulher a ocupar a presidência da maior associação de advogados do mundo, que conta com mais de 80.000 juristas em 175 países. Durante seu mandato, enfrentou desafios globais significativos, como a guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, além de criticar abertamente a postura do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em relação a questões ambientais e sociais.
Em entrevista, Arpón de Mendívil destacou a importância da coesão da União Europeia em tempos de incerteza, afirmando que as diferenças regulatórias entre os EUA e a UE devem aumentar, complicando a atuação das multinacionais. Ela também expressou preocupação com a imunidade presidencial nos EUA e a necessidade de um judiciário independente para garantir o Estado de direito. A IBA, sob sua liderança, lançou a aplicação EyeWitness to Atrocities, que já coletou mais de 50.000 evidências de crimes de guerra.
A presidente enfatizou a relevância do setor jurídico na sociedade, apresentando um relatório que mostra que o trabalho dos 12 milhões de advogados no mundo gera riqueza, embora apenas 54% da população tenha uma percepção positiva da profissão. Arpón de Mendívil acredita que um aumento no índice do Estado de direito pode impulsionar o PIB em 0,82% e fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento em 20%.
Com um histórico de sucesso na Gómez-Acebo & Pombo, onde começou sua carreira em 1987, Arpón de Mendívil se destacou em operações corporativas antes de assumir a presidência da IBA. Ela reconhece a pressão de ser a segunda mulher a liderar a associação em 76 anos, mas vê isso como uma oportunidade para inspirar outras mulheres em posições de liderança. Agora, busca deixar um legado sólido tanto na IBA quanto em sua firma, refletindo sobre seu impacto e contribuição para o setor jurídico.
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