Após dois meses de restrições, o Fuska Bar, localizado no Humaitá, voltou a operar normalmente na noite de quarta-feira, após obter uma autorização judicial para ocupar a calçada. A decisão contraria a posição da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), que já havia multado o bar cerca de 30 vezes por infrações, incluindo a falta […]
Após dois meses de restrições, o Fuska Bar, localizado no Humaitá, voltou a operar normalmente na noite de quarta-feira, após obter uma autorização judicial para ocupar a calçada. A decisão contraria a posição da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), que já havia multado o bar cerca de 30 vezes por infrações, incluindo a falta de alvará para eventos e uso excessivo de espaço público. O proprietário, Luiz Ferreira, expressou preocupação com a situação financeira do bar, que estava vendendo apenas R$ 200 por dia sem as mesas.
Ferreira relatou que estava prestes a fechar o bar devido à falta de faturamento e à pressão para pagar os salários dos dez funcionários. Ele destacou que, apesar de ter solicitado um novo requerimento para mesas e cadeiras, não recebeu resposta da prefeitura após dois meses. O bar, considerado um reduto da boemia carioca, enfrenta um dilema, já que outros estabelecimentos da rua operam com mesas na calçada, enquanto o Fuska Bar, por ser o menor, não tinha espaço físico para tal.
Após a autorização judicial, Ferreira afirmou que pretende continuar dialogando com a prefeitura. A Seop, por sua vez, informou que a proibição das mesas foi imposta devido a diversas infrações e reclamações de moradores, incluindo o uso inadequado de espaço em frente a garagens. A secretaria também mencionou que a maioria das multas aplicadas ao bar não foi paga, indicando que as sanções não estavam sendo eficazes.
O requerimento do Fuska Bar para o uso de mesas e cadeiras foi indeferido em 27 de dezembro de 2024, com a Seop alegando que um processo para a cassação do alvará de funcionamento já estava em andamento. A decisão considerou o histórico de infrações e a falta de pagamento das autuações, complicando ainda mais a situação do estabelecimento.
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