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Novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio defende debate sobre ‘juiz sem rosto’

- Ricardo Couto de Castro, novo presidente do TJRJ, assume em 7 de fevereiro. - Ele planeja novos concursos para suprir déficit de 71 juízes e 650 servidores. - Couto de Castro quer agilizar a Justiça e adotar um sistema digital eficiente. - A violência afeta juízes; 27 vivem sob ameaça, refletindo a insegurança no Rio. - O juiz sem rosto pode ser debatido, mas deve respeitar o devido processo legal.

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Ricardo Couto de Castro, aos 60 anos, assume a presidência do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) em 7 de fevereiro, sucedendo Ricardo Cardozo. Recém-formado em Direito pela Uerj, Couto de Castro foi aprovado na Defensoria Pública e, posteriormente, ingressou na magistratura, buscando um impacto social maior. Ele reconhece os desafios atuais, como a depressão […]

Ricardo Couto de Castro, aos 60 anos, assume a presidência do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) em 7 de fevereiro, sucedendo Ricardo Cardozo. Recém-formado em Direito pela Uerj, Couto de Castro foi aprovado na Defensoria Pública e, posteriormente, ingressou na magistratura, buscando um impacto social maior. Ele reconhece os desafios atuais, como a depressão entre juízes e serventuários, e promete criar condições para um trabalho mais eficaz.

Um dos principais problemas enfrentados é a morosidade da Justiça. Couto de Castro afirma que a celeridade excessiva pode comprometer a correção dos julgamentos, e que a sociedade deve entender que um tempo razoável é necessário para garantir uma prestação jurisdicional adequada. Ele também está conduzindo um estudo para melhorar a agilidade nas regionais da Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande, com a meta de resolver essas questões em menos de seis meses.

O déficit de juízes e servidores é alarmante, com 71 juízes e 650 serventuários em falta. Couto de Castro destaca que a remuneração inadequada tem levado muitos a deixar seus cargos, evidenciando a pressão intensa e os problemas de saúde mental enfrentados pelos profissionais. Ele menciona que a violência, incluindo feminicídios, afeta diretamente o Judiciário, com juízes vivendo sob ameaça.

Por fim, o novo presidente do TJRJ planeja implementar um sistema próprio de processos digitais, o Eproc, em cinco anos, visando melhorar a agilidade. Ele também se compromete a investir em tecnologia, incluindo inteligência artificial, mas ressalta que a valoração da prova ainda depende da sensibilidade humana, algo que as máquinas não podem substituir.

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