O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta segunda-feira, 4 de fevereiro de 2025, para a criação de um fundo soberano nos EUA. A proposta visa concentrar recursos públicos e investir em ativos variados, como ações e títulos, com o objetivo de beneficiar a população americana. Trump destacou o potencial do […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta segunda-feira, 4 de fevereiro de 2025, para a criação de um fundo soberano nos EUA. A proposta visa concentrar recursos públicos e investir em ativos variados, como ações e títulos, com o objetivo de beneficiar a população americana. Trump destacou o potencial do fundo, afirmando que ele poderia ser utilizado para financiar grandes empreendimentos nacionais, incluindo infraestrutura e pesquisa médica.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o indicado para o cargo de secretário de Comércio, Howard Lutnick, foram designados para liderar a implementação do fundo, que deve ser estabelecido em até 12 meses. Bessent mencionou que o fundo incluirá uma combinação de ativos líquidos e outros recursos disponíveis no país, enfatizando a importância estratégica da iniciativa. No entanto, detalhes sobre o financiamento do fundo ainda não foram divulgados.
Durante a campanha presidencial, Trump havia sugerido que o fundo poderia ser alimentado por tarifas e outras receitas. Além disso, ele mencionou a possibilidade de que o fundo fosse utilizado para facilitar a venda do TikTok, que enfrenta pressão para se desvincular de sua controladora chinesa, a ByteDance, até abril. A proposta de um fundo soberano nos EUA é comparável a modelos existentes em países como Noruega e Arábia Saudita, que utilizam esses fundos para investir em ativos financeiros.
Atualmente, existem mais de 90 fundos soberanos no mundo, gerenciando mais de 8 trilhões de dólares em ativos. O maior fundo soberano é o da Noruega, com mais de 1,7 trilhões de dólares. A criação de um fundo nos EUA poderia ajudar o país a competir com essas nações, embora críticos alertem para a falta de transparência e possíveis conflitos de interesse se não houver regras de governança rigorosas.
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