O delegado de polícia Alberto Pereira Matheus Junior é alvo de uma operação de busca e apreensão nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, por suspeita de envolvimento na execução do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, assassinado em novembro do ano passado no aeroporto de Guarulhos. A ação é conduzida pelo Ministério Público de São […]
O delegado de polícia Alberto Pereira Matheus Junior é alvo de uma operação de busca e apreensão nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, por suspeita de envolvimento na execução do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, assassinado em novembro do ano passado no aeroporto de Guarulhos. A ação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da Polícia Civil. Pereira, que ocupa a classe especial, a mais alta hierarquia da Polícia Civil, é investigado por extorsão de Gritzbach, conforme evidenciado por seu nome no celular do investigador Eduardo Lopes Monteiro, preso em dezembro de 2024.
As investigações revelaram um esquema de corrupção policial em São Paulo, com 27 prisões até o momento, incluindo dezessete policiais militares e cinco civis. Gritzbach, que estava envolvido com lavagem de dinheiro do PCC, foi executado a tiros em um ataque que também feriu um motorista de aplicativo. O empresário havia fechado um acordo de delação premiada, onde denunciou a corrupção entre agentes de segurança e a facção criminosa.
Além da operação no aeroporto, a força-tarefa encontrou onze celulares e objetos proibidos em celas de policiais civis acusados de corrupção. Os aparelhos foram descobertos no Presídio da Polícia Civil, onde dois policiais, Valdenir Paulo de Almeida e Valmir Pinheiro, já estavam detidos por tráfico de drogas. A presença de celulares nas celas, onde o uso é proibido, levanta questões sobre a segurança e a integridade do sistema prisional.
Alberto Pereira Matheus Junior, que já ocupou cargos de destaque no DEIC e no DENARC, é investigado por receber pagamentos de Monteiro, que seriam uma forma de “pedágio” por sua posição. O delegado alegou ter perdido seu celular um dia antes da operação, dificultando a coleta de provas. A defesa de outros envolvidos na operação alega que as prisões são ilegais e arbitrárias, enquanto as investigações continuam a expor a profundidade da corrupção nas forças de segurança de São Paulo.
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