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Ministro da Previdência anuncia aumento do prazo de pagamento do consignado para 96 meses

- O ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciará aumento do prazo de crédito. - Prazo de pagamento do crédito consignado passará de 84 para 96 meses. - Medida não foi discutida com o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). - Críticas surgem sobre o risco de endividamento dos aposentados com a mudança. - Margem de consignação é de 35% do benefício, com taxa máxima de 1,8% ao mês.

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciará nesta quarta-feira a ampliação do prazo máximo de pagamento do crédito consignado para aposentados do INSS e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que passará de 84 meses (sete anos) para 96 meses (oito anos). Essa mudança visa proporcionar aos beneficiários uma maior flexibilidade para novos empréstimos […]

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciará nesta quarta-feira a ampliação do prazo máximo de pagamento do crédito consignado para aposentados do INSS e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que passará de 84 meses (sete anos) para 96 meses (oito anos). Essa mudança visa proporcionar aos beneficiários uma maior flexibilidade para novos empréstimos ou renovações, segundo o ministério.

Entretanto, a decisão não foi discutida com o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que inclui representantes de aposentados e do setor financeiro. A justificativa do ministério é facilitar o acesso ao crédito, com alegações de que há demanda por parte dos aposentados. Contudo, a coordenadora do Departamento Jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sidnapi), Tonia Galleti, criticou a medida, afirmando que ela pode aumentar o endividamento dos aposentados.

Galleti destacou que a decisão foi unilateral e não faz sentido, pois apenas prolonga a situação de endividamento de quem já enfrenta dificuldades financeiras. Atualmente, existem 66 instituições credenciadas ao INSS, com uma margem de consignação de 35% do valor do benefício. As taxas de juros são definidas pelos bancos, respeitando o teto estabelecido pelo CNPS.

Recentemente, o CNPS aumentou a taxa máxima de juros de 1,66% para 1,8% ao mês, em resposta à alta da taxa Selic, que atualmente está em 13,25% ao ano. Essa mudança no cenário econômico pode impactar ainda mais a capacidade de pagamento dos aposentados, que já enfrentam desafios financeiros significativos.

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