A população do Equador vive um clima de insegurança crescente, com relatos frequentes de crimes em diversos locais, como ônibus, parques e restaurantes. Desde o aumento da violência há quatro anos, muitos cidadãos se tornaram vítimas de assaltos e sequestros, o que impacta diretamente suas decisões nas eleições. No próximo domingo, os eleitores decidirão se […]
A população do Equador vive um clima de insegurança crescente, com relatos frequentes de crimes em diversos locais, como ônibus, parques e restaurantes. Desde o aumento da violência há quatro anos, muitos cidadãos se tornaram vítimas de assaltos e sequestros, o que impacta diretamente suas decisões nas eleições. No próximo domingo, os eleitores decidirão se o presidente Daniel Noboa, que assumiu em novembro de 2023, merece mais tempo no cargo ou se é hora de uma mudança.
Briggitte Hurtado, uma comerciante de 23 anos, expressou sua frustração com a situação, afirmando que “nada melhorou desde que a violência começou”. Ela compartilhou experiências traumáticas, incluindo um sequestro em que seu namorado teve $800 retirados de sua conta. A escalada da criminalidade está ligada ao tráfico de cocaína proveniente da Colômbia e do Peru, com cartéis mexicanos e colombianos operando em colaboração com gangues locais.
As eleições contarão com 16 candidatos, entre eles Noboa e a advogada de esquerda Luisa González, que foi derrotada por Noboa em uma eleição anterior. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos ou 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado. Se necessário, um segundo turno ocorrerá em 13 de abril. A avaliação de Noboa é complexa, pois muitos eleitores ponderam se desejam retornar ao Correísmo, movimento associado ao ex-presidente Rafael Correa.
Embora Noboa tenha conseguido reduzir a taxa de homicídios de 46,18 para 38,76 por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024, a violência ainda é alarmante. Os sequestros aumentaram de 1.643 para 1.761 casos. Noboa tem adotado medidas rigorosas, incluindo um estado de emergência e a mobilização militar, mas suas ações também levantam preocupações sobre a legalidade e a governança. Dario Castro, um residente de Guayaquil, planeja votar em branco, refletindo a insatisfação de muitos com as opções disponíveis.
Entre na conversa da comunidade