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Fiocruz enfrenta tiroteios e pede ajuda em meio à violência no Rio de Janeiro

- A Fiocruz, referência em vacinas, enfrenta tiroteios em seu campus no Rio. - Conflitos entre traficantes e policiais já causaram feridos e danos estruturais. - A violência impacta a produção de imunizantes, com trinta dias de paralisação. - A ministra da Saúde pediu ajuda da Polícia Federal para melhorar a segurança. - A Fiocruz, vital para o Brasil, clama por proteção em meio à crescente criminalidade.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizada no Rio de Janeiro, tem enfrentado uma grave crise de segurança, com tiroteios frequentes entre traficantes e policiais em suas dependências. A instituição, referência mundial em pesquisas científicas e vacinas, abriga cerca de 10 mil pessoas diariamente em um campus de 900 mil metros quadrados, próximo a favelas como […]

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizada no Rio de Janeiro, tem enfrentado uma grave crise de segurança, com tiroteios frequentes entre traficantes e policiais em suas dependências. A instituição, referência mundial em pesquisas científicas e vacinas, abriga cerca de 10 mil pessoas diariamente em um campus de 900 mil metros quadrados, próximo a favelas como Manguinhos e Maré. Recentemente, um confronto resultou em ferimentos a uma funcionária e na morte de três criminosos, evidenciando a crescente violência na região.

O diretor-executivo da Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima, expressou sua preocupação com a situação, questionando: “Que país do mundo tem uma instituição como a Fiocruz sujeita a uma situação como essa?” A fundação já contabiliza trinta dias de atividades paralisadas em 2023 devido à violência, afetando a produção de imunizantes. A insegurança é tão intensa que 90% dos prédios da instituição já foram atingidos por estilhaços de balas, e protocolos de segurança foram implementados, incluindo abrigos e rotas de fuga.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, solicitou apoio da Polícia Federal para melhorar os procedimentos de segurança na Fiocruz, que se tornou um alvo de criminosos. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, prometeu uma reunião com a direção da instituição, mas até o momento, o encontro não foi agendado. A situação é crítica, com 200 roubos de carros registrados diariamente, e a segurança privada da Fiocruz se mostrando incapaz de conter a criminalidade.

A discussão sobre a atuação das forças de segurança no estado chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde se debate a revisão de uma liminar que restringe a violência policial. A Fiocruz se posiciona contra essa revisão, alinhando-se a organizações de moradores de favelas. O ministro Edson Fachin determinou que o estado apresente um plano de ação nas comunidades, enquanto a insegurança continua a ameaçar a rotina da instituição, que já viveu momentos de tensão no passado, durante a ditadura militar.

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