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Deputado é investigado por facilitar agiotagem com emendas ‘quebradas’, diz PF

- O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é investigado por corrupção. - Conversas revelam que ele indicou valores ao Ministério da Saúde para agiota. - Agiota assassinado em junho de 2024 tinha relações com prefeituras do Maranhão. - Josimar orientou colegas sobre alocação de recursos, segundo mensagens da PF. - Defesa nega envolvimento, mas diálogos mostram ligação com o esquema.

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Conversas monitoradas pela Polícia Federal revelam que o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) está sendo investigado por um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Ele teria feito indicações ao Ministério da Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, que poderiam ser cobradas pelo agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, junto às prefeituras […]

Conversas monitoradas pela Polícia Federal revelam que o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) está sendo investigado por um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Ele teria feito indicações ao Ministério da Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, que poderiam ser cobradas pelo agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, junto às prefeituras beneficiadas. Em um diálogo, Josimar mencionou valores específicos, como R$ 1,048 milhão e R$ 4,123 milhões, para facilitar as cobranças.

Josimar, junto a outros deputados do PL, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto do ano passado por corrupção passiva e organização criminosa. A denúncia alega que, sob a liderança de Josimar, recursos federais foram direcionados à prefeitura de São José do Ribamar (MA) em 2019, com o intuito de que Pacovan recolhesse a verba posteriormente. O caso está sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que incluiu a investigação na pauta de julgamentos.

Pacovan, que se apresentava como empresário de postos de combustíveis, ficou conhecido por financiar campanhas eleitorais, embora suas operações não aparecessem nas prestações de contas, configurando crime de caixa dois. Em uma entrevista, ele admitiu que suas taxas de juros poderiam ultrapassar 50% ao ano e que tomava bens em caso de inadimplência. Ele foi assassinado em junho de 2024, e a Polícia Civil do Maranhão investiga o caso.

A investigação da PF também revelou que Pacovan cobrava recursos públicos para quitar dívidas. Mensagens de dezembro de 2019 mostram que ele foi informado sobre repasses do Ministério da Saúde, totalizando R$ 6,6 milhões. Embora não fossem emendas parlamentares, os diálogos indicam que Josimar planejava que os valores fossem reconhecidos como suas indicações. Em conversas, Pacovan expressou dificuldades em receber parte dos recursos da prefeitura, e Josimar garantiu que havia feito as indicações de forma a facilitar a identificação. A defesa de Josimar não se manifestou sobre as acusações.

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