Mais de duas dúzias de grupos religiosos cristãos e judeus, representando milhões de fiéis nos Estados Unidos, processaram o governo de Donald Trump em um tribunal federal em Washington, D.C. A ação judicial contesta a política de deportações que permite a agentes de imigração realizarem prisões em locais de culto. Entre os demandantes estão a […]
Mais de duas dúzias de grupos religiosos cristãos e judeus, representando milhões de fiéis nos Estados Unidos, processaram o governo de Donald Trump em um tribunal federal em Washington, D.C. A ação judicial contesta a política de deportações que permite a agentes de imigração realizarem prisões em locais de culto. Entre os demandantes estão a Igreja Menonita, a Igreja Presbiteriana e a Conferência Central de Rabinos Americanos, que alegam que essa prática viola a Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade religiosa.
Kelsi Corkran, advogada dos grupos, afirma que as congregações estão enfrentando uma queda na participação em cultos e serviços sociais devido ao medo da ICE (Agência de Imigração e Controle de Alfândega). Os líderes religiosos argumentam que a intromissão das forças de segurança em seus templos os força a escolher entre acolher imigrantes indocumentados ou expô-los a detenções e deportações, o que infringe sua liberdade religiosa.
A demanda, apresentada pelo Instituto para a Defesa e Proteção Constitucional da Faculdade de Direito de Georgetown, surge em resposta à revogação da política de “locais sensíveis” que protegia igrejas, hospitais e escolas de operações de imigração. Desde que Trump assumiu a presidência, essa proteção foi retirada, resultando em um clima de medo que afeta a assistência a serviços religiosos e sociais, especialmente entre comunidades latinas.
O caso de Wilson Velásquez, um hondurenho preso durante um culto em Atlanta, exemplifica a situação. Ele havia solicitado asilo e estava cumprindo todas as exigências da ICE. A preocupação dos demandantes vai além das prisões; muitos grupos oferecem serviços comunitários essenciais, e o medo de detenções já está levando ao cancelamento de atividades, como aulas de inglês, impactando diretamente a vida de imigrantes e suas famílias.
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